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Assassina do cogumelo apela condenação na Austrália

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Assassina do cogumelo apela condenação na Austrália

Assassina do cogumelo Erin Patterson, condenada à prisão perpétua com 33 anos de não elegibilidade para liberdade condicional, apresentou recurso para anular o veredito que a responsabilizou pela morte de três parentes e pela tentativa de homicídio de um quarto familiar em 2023.

Assassina do cogumelo apela condenação na Austrália

Patterson, de 52 anos, protocolou na segunda-feira (3) pedido de autorização para recorrer junto ao Tribunal de Apelações do estado de Victoria. Os documentos, divulgados nesta quarta-feira, listam sete fundamentos para o pleito, entre eles uma “irregularidade fundamental” durante o isolamento do júri. Segundo a defesa, os 12 jurados ficaram hospedados no mesmo hotel que policiais e promotores, o que teria comprometido a imparcialidade do julgamento.

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Outros pontos questionados são a utilização de dados de antenas de celular e mensagens de amigos do Facebook, considerados “prejudiciais ou irrelevantes”, além de suposta condução “opressiva” do interrogatório da ré ao longo de vários dias de audiência. A petição também menciona que o Ministério Público não apresentou motivo para o crime na abertura do processo, mas introduziu uma hipótese na sustentação final, o que, de acordo com os advogados, configurou “grave erro judiciário”.

Patterson reclama ainda da decisão do juiz Christopher Beale de barrar fotos e vídeos de cogumelos encontrados em sua residência. Detida no presídio feminino Dame Phyllis Frost Centre, ela solicitou participar da sessão de apelação por videoconferência. Até o momento, o tribunal não decidiu se aceitará o recurso.

Em julho, o júri concluiu que a acusada atraiu a sogra Gail Patterson, o sogro Donald Patterson e a cunhada Heather Wilkinson para um almoço em Leongatha, cidade de 6 mil habitantes, servindo beef Wellington com “death cap”, cogumelo letal. Heather sobreviveu, mas o marido dela, pastor Ian Wilkinson, teve sequelas permanentes. O magistrado classificou o delito como “enorme traição de confiança” ao sentenciá-la em setembro.

Se o recurso for rejeitado, a “assassina do cogumelo” permanecerá presa até, pelo menos, novembro de 2056, quando completará 82 anos. Caso a apelação seja aceita, o processo poderá voltar ao ponto zero, exigindo novo julgamento, destacou a agência Reuters.

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Crédito da imagem: Global News

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