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As Meteoríticas brilham no NYT e protegem meteoritos

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As Meteoríticas brilham no NYT e protegem meteoritos

As Meteoríticas brilham no NYT e protegem meteoritos ao transformar caçadas espaciais em pesquisa, educação e defesa do patrimônio científico brasileiro, segundo reportagem publicada em 2 de setembro de 2025 pelo jornal norte-americano.

As Meteoríticas brilham no NYT e protegem meteoritos

Liderado pela astrônoma Maria Elisabeth Zucolotto, o trio conta ainda com a química Amanda Tosi e a astrônoma Diana Paula Andrade. As três pesquisadoras, todas formadas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fundaram o grupo em 2017, depois de resgatar um meteorito em Palmas de Monte Alto, na Bahia.

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Desde então, As Meteoríticas já percorreram 75 cidades, recolhendo fragmentos espaciais e levando amostras a salas de aula em regiões remotas. O trabalho combina três frentes: campo para localizar rochas, laboratório para análise e divulgação científica para despertar jovens talentos.

A reportagem do The New York Times foi proposta pelo fotojornalista Dado Galdieri, interessado na ausência de legislação clara sobre meteoritos no Brasil. Nos Estados Unidos, a posse é regulada; aqui, pedras que caem em áreas privadas pertencem ao dono do terreno, enquanto achados em locais públicos permanecem em limbo jurídico, o que facilita a ação de colecionadores estrangeiros.

Um exemplo citado é a queda de mais de 80 quilos de meteoritos em Santa Filomena (PE), em 2020. Zucolotto e Tosi viajaram mais de dois mil quilômetros para tentar garantir que parte dos fragmentos fosse para o acervo do Museu Nacional. Mesmo diante da pressão financeira de compradores internacionais, conseguiram reservar espécimes essenciais para a pesquisa.

Além do resgate físico, o grupo busca converter os meteoritos em patrimônio científico nacional. Em parceria com a Sociedade Brasileira de Geologia, as cientistas defendem uma lei que permita comércio controlado, mas assegure prioridade aos pesquisadores.

A presença feminina em expedições de difícil acesso também se tornou símbolo de ruptura de barreiras. “Estampar o New York Times é prova de que mulheres são capazes de liderar grandes descobertas”, disse Amanda Tosi.

Enquanto a discussão legal avança, cada pedra recuperada vira ferramenta de ensino. Diana Andrade, professora no Observatório do Valongo, destaca que condritos exibidos em escolas fazem “crianças entenderem que o Universo está mais perto do que pensam”.

Com reconhecimento internacional e ações concretas de preservação, As Meteoríticas consolidam o Brasil na vanguarda da ciência planetária e inspiram novas gerações a olhar para o céu — e para a pesquisa — com curiosidade.

Quer saber mais sobre iniciativas científicas que elevam o nome do país? Acesse nossa editoria Brasil e continue informado.

Crédito da imagem: Captura de Tela / Panmela Oliveira / Arquivo pessoal / Diogo Vasconcellos

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