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Artigo 4 da OTAN: drones russos violam espaço polonês

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Artigo 4 da OTAN: drones russos violam espaço polonês

Artigo 4 da OTAN: drones russos violam espaço polonês foi o dispositivo acionado nesta quarta-feira (27) depois que vários drones russos invadiram o espaço aéreo da Polônia, integrante da aliança atlântica, obrigando caças poloneses e holandeses a interceptar e derrubar parte dos artefatos.

Artigo 4 da OTAN: drones russos violam espaço polonês

No quartel-general da Organização do Tratado do Atlântico Norte, em Bruxelas, embaixadores dos 32 países membros reuniram-se no Conselho do Atlântico Norte para discutir a ameaça. Segundo o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, a sessão ocorreu sob o Artigo 4, o menor dos 14 artigos do tratado de 1949, que prevê consultas sempre que a integridade territorial, a independência política ou a segurança de um aliado é considerada em risco.

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O analista Bob Deen, do instituto Clingendael, em Haia, destacou que o Artigo 4 foi concebido para reforçar a coordenação interna diante de perigos externos. “Ele permite que qualquer aliado coloque com urgência um assunto na pauta do Conselho”, explicou em nota enviada à imprensa.

A violação do espaço aéreo polonês ocorreu três dias após o maior ataque aéreo russo contra a Ucrânia desde o início da guerra, em 2022. Ainda assim, acionar o Artigo 4 não implica automaticamente aplicação do Artigo 5, a cláusula de defesa coletiva que considera um ataque contra um aliado como agressão a todos os membros. Na história da OTAN, o Artigo 5 só foi usado uma vez, após os atentados de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.

A Polônia já havia recorrido ao Artigo 4 em 3 de março de 2014, durante a anexação ilegal da Crimeia pela Rússia, e novamente em 24 de fevereiro de 2022, juntando-se a outros sete países do Leste Europeu depois da invasão em larga escala da Ucrânia. De acordo com Deen, o dispositivo tem sido requisitado com mais frequência: a Turquia, por exemplo, invocou o artigo cinco vezes entre 2003 e 2020 em razão de conflitos na Síria e no Iraque.

Em documento oficial, a OTAN reforçou que continuará monitorando o espaço aéreo da região e que suas forças permanecem “vigilantes para proteger cada centímetro do território aliado”. Detalhes adicionais sobre a investigação do incidente podem ser consultados no site da própria aliança, disponível em nato.int.

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Crédito da imagem: Global News

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