Arquivos Epstein geram onda de demissões globais
Arquivos Epstein geram onda de demissões globais desde que milhões de documentos do Departamento de Justiça dos EUA foram divulgados no fim de janeiro. As correspondências detalham relações do financista condenado Jeffrey Epstein com executivos, políticos e acadêmicos de alto escalão, provocando uma cascata de renúncias em três continentes.
Arquivos Epstein geram onda de demissões globais
Em Wall Street, a advogada Kathy Ruemmler informou que deixará o cargo de conselheira-geral do Goldman Sachs em junho. E-mails mostram que, entre 2014 e 2019, ela trocou presentes e orientações com Epstein, a quem chamava de “Tio Jeffrey”. Ruemmler, ex-conselheira da Casa Branca no governo Obama, disse ao Financial Times que a atenção da mídia se tornou “uma distração”.
No Canadá, o físico teórico Lee Smolin, fundador do Perimeter Institute da Universidade de Waterloo, suspendeu suas atividades após seu nome aparecer 182 vezes nos documentos. Mensagens revelam contato com Epstein mesmo depois da condenação de 2008, incluindo convite para voar à Flórida em 2010.
Em Dubai, o poderoso empresário Sultan Ahmed bin Sulayem foi substituído na presidência da DP World. O Governo de Dubai nomeou Abdulla bin Damithan após virem à tona 344 menções ao executivo, com trocas de e-mails de teor sexual e convites a eventos de alto nível.
Na Noruega, o ex-primeiro-ministro Thorbjørn Jagland foi formalmente acusado de corrupção agravada. A polícia revistou sua residência e interrogou a diplomata Mona Juul pelo mesmo motivo. O Fórum Econômico Mundial abriu investigação sobre o norueguês Børge Brende, e a princesa herdeira Mette-Marit pediu desculpas por sua amizade com Epstein.
No Reino Unido, o ex-ministro trabalhista Peter Mandelson renunciou ao Partido Trabalhista e à Câmara dos Lordes. Ele já havia sido demitido do posto de embaixador em Washington após se revelar um bilhete em que chamava Epstein de “melhor amigo”. A crise também derrubou o chefe de gabinete do premiê Keir Starmer, Morgan McSweeney, que admitiu ter sugerido a nomeação de Mandelson.

Imagem: Getty
Outros nomes afetados incluem o advogado Brad Karp, que deixou a presidência do escritório Paul Weiss, o empresário esportivo Steve Tisch, agora sob escrutínio da NFL, e o magnata Casey Wasserman, pressionado a abandonar o comitê dos Jogos Olímpicos de Los Angeles.
A repercussão dos documentos de Epstein segue em expansão, e novas exonerações podem ocorrer à medida que mais mensagens são analisadas por veículos como The New York Times.
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Crédito da imagem: William B. Plowman/NBC/NBC Newswire/NBCUniversal via Getty Images















