Ar-condicionado pode intensificar aquecimento global até 2050
Ar-condicionado pode intensificar aquecimento global até 2050 segundo um estudo divulgado na revista Nature Communications, que avaliou o impacto do crescimento da refrigeração residencial e comercial sobre as emissões de gases de efeito estufa.
Ar-condicionado pode intensificar aquecimento global até 2050
Os pesquisadores estimam que a demanda por sistemas de ar-condicionado, impulsionada por ondas de calor, urbanização acelerada e aumento da renda em economias emergentes, possa adicionar até 0,05 °C à temperatura média do planeta até meados do século.
Como o uso de ar-condicionado aquece o planeta
O funcionamento desses aparelhos exige grande volume de energia elétrica. Nos países cuja matriz energética ainda depende de combustíveis fósseis, esse consumo resulta em maior liberação de dióxido de carbono. Além disso, muitos equipamentos utilizam gases refrigerantes com elevado potencial de aquecimento global; vazamentos durante a operação ou descarte agravam o problema.
Um ciclo de retroalimentação climática
À medida que o planeta esquenta, as ondas de calor se tornam mais frequentes. Para se proteger, populações recorrem a mais refrigeração, o que, por sua vez, aumenta as emissões. Essa relação foi descrita pelos autores como um ciclo que acelera o aquecimento global. A pesquisa está detalhada no site da Nature Communications, reconhecida publicação científica internacional.
Desafios e soluções
Especialistas ressaltam que o ar-condicionado é crucial para preservar a saúde durante extremos de calor, mas defendem o investimento em aparelhos mais eficientes, expansão de energias limpas e planejamento urbano que reduza ilhas de calor. Tais medidas permitiriam garantir conforto térmico sem elevar ainda mais a temperatura global.

Imagem: Witthaya Prasgsin
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Crédito da imagem: Witthaya Prasongsin/Getty Images















