Aporte de R$ 500 milhões no Atlético chega até março
Aporte de R$ 500 milhões no Atlético chega até março e, segundo o CEO Pedro Daniel, servirá para atacar a parte mais cara da dívida do clube, alivianando o caixa ainda no primeiro trimestre de 2026.
Aporte de R$ 500 milhões no Atlético chega até março
Em entrevista nesta terça-feira (20/1) à Rádio 98, o novo CEO do Atlético, Pedro Daniel, confirmou que o aporte de R$ 500 milhões está “previsto sim para o primeiro trimestre de 2026”. O dirigente explicou que o montante virá de investidores da SAF e será direcionado principalmente às dívidas bancárias, cuja taxa de juros em torno de 15% consome recursos do futebol.
“Dividimos as dívidas em onerosas, que machucam no dia a dia, e as saudáveis, de investimento”, detalhou. Segundo ele, somente em 2025 os juros bancários passaram de R$ 150 milhões, exigindo medidas urgentes para preservar o orçamento esportivo.
O balanço de 2024 publicado em maio apontou endividamento de R$ 1,369 bilhão. Especialistas, porém, estimam que o passivo real esteja entre R$ 1,7 bilhão e R$ 1,8 bilhão quando se excluem contas a receber, títulos mobiliários e depósitos judiciais.
Além da pressão financeira, o clube enfrenta cobranças externas. O presidente do Palestino, Jorge Uauy, afirmou ao portal No Ataque que o Atlético ainda não pagou nenhuma parcela dos US$ 1,5 milhão (R$ 8,7 milhões à época) referentes à compra do zagueiro Iván Román, fechada em 2025. Já o diretor jurídico do Remo, Gustavo Fonseca, reclama de mais de R$ 500 mil devidos pelo mecanismo de solidariedade na transferência do atacante Rony, negociado pelo Palmeiras ao Galo na última temporada.
Para Pedro Daniel, o aporte possibilitará “ganhar fôlego” sem comprometer a competitividade em campo. Ele reforçou que não haverá contratações em massa: “O Galo não vai sair contratando todo mundo; o objetivo é fazer com que a dívida onerosa nos machuque menos”.

Imagem: Leandro Couri
Contextualizando o cenário macroeconômico, o Banco Central do Brasil mantém a Selic em patamar de dois dígitos, o que agrava o custo de rolagem de dívidas bancárias para clubes de futebol e outras empresas.
Com a confirmação do investimento, a diretoria espera renegociar parcelas, alongar prazos e, sobretudo, reduzir a saída de caixa com juros até o fim de 2026.
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Crédito da imagem: Leandro Couri/EM/D.A. Press















