Ano-Novo 2026 na Ásia tem drones, tambores e luto
Ano-Novo 2026 começou com espetáculos de tecnologia, rituais tradicionais e homenagens às vítimas de recentes tragédias em várias cidades asiáticas, marcando um Réveillon de contrastes entre celebração e memória.
Ano-Novo 2026 na Ásia tem drones, tambores e luto
Na China, tambores ecoaram na Muralha em Juyongguan enquanto projeções de cavalos — símbolo de energia e transformação no zodíaco asiático — galopavam virtualmente sobre as pedras milenares. Pequim também ouviu o discurso televisivo do presidente Xi Jinping, que exaltou avanços em inteligência artificial e semicondutores e reiterou a meta de reunificação com Taiwan.
Hong Kong, ainda abalada pelo incêndio de novembro que matou 161 pessoas, dispensou os tradicionais fogos sobre a Victoria Harbour. Fachadas de arranha-céus foram transformadas em relógios de contagem regressiva, culminando em um show de luzes silencioso.
Em Sydney, a chegada de 2026 ocorreu sob forte esquema de segurança, menos de três semanas depois do pior massacre em quase 30 anos no país. Policiais fortemente armados vigiaram a multidão que lotou os arredores da Harbour Bridge, onde fogos de artifício iluminaram o céu após um minuto de silêncio em memória dos 15 mortos no ataque a uma festa de Chanucá em Bondi Beach.
Nova Zelândia deu boas-vindas ao novo ano 18 horas antes da Times Square, com fogos sobre Auckland. Já na Indonésia, shows e pirotecnia foram substituídos por danças tradicionais em Bali, em solidariedade às comunidades afetadas por enchentes e deslizamentos em Sumatra que deixaram mais de 1.100 mortos.
No Japão, sinos de templos budistas soaram por todo o país, enquanto fiéis enfrentaram o frio para orar em santuários xintoístas. Em Seul, o prefeito Oh Se-hoon tocou 33 vezes o sino histórico de Bosingak. Na capital taiwanesa, Taipé, fogos partiram do arranha-céu 101, em espetáculo que atraiu milhares.

Imagem: Staff The Associated Pres
Outros pontos do planeta também adaptaram a festa. Grécia e Chipre optaram por fogos de baixo ruído e shows de drones para proteger crianças e animais, tendência que pode se expandir, segundo especialistas citados pela CNN.
Enquanto isso, moradores de Gaza expressaram esperança de que 2026 traga o fim do conflito com Israel, classificando 2025 como um ano de perdas e deslocamentos.
O mundo saudou 2026 unindo tecnologia, tradição e atos de solidariedade. Para seguir acompanhando a cobertura completa dos principais fatos do ano, visite a editoria BRASIL e continue informado.
Crédito da imagem: Kang Sun-bae/Yonhap via AP















