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Andrii Yermak renuncia após operação anticorrupção

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Andrii Yermak renuncia após operação anticorrupção

Andrii Yermak renuncia ao posto de chefe de gabinete do presidente Volodymyr Zelensky e principal negociador de paz da Ucrânia depois que investigadores anticorrupção vasculharam sua residência oficial em Kiev, em uma ação sem precedentes dentro do núcleo do governo.

Busca causa abalo político em meio a pressões por acordo de paz

A operação, conduzida pelo Gabinete Nacional Anticorrupção e pela Procuradoria Especializada Anticorrupção, ocorreu na manhã de sexta-feira (24) e intensificou a crise política que já rondava o governo ucraniano. Embora Yermak não tenha recebido notificação formal de suspeita, sua saída ocorre num momento em que a comunidade internacional pressiona Kiev a avançar em negociações de paz quase quatro anos após a invasão russa em grande escala.

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Zelensky anuncia “reinicialização” do gabinete presidencial

Em discurso noturno, Zelensky afirmou que “não há espaço para distrações além da defesa da Ucrânia” e confirmou que iniciará consultas neste sábado para nomear um novo chefe de gabinete. O presidente também revelou a nova composição da equipe que dialogará com os Estados Unidos: Andrii Hnatov, comandante das Forças Armadas; Andrii Sybiha, ministro das Relações Exteriores; e Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança.

Investigação envolve escândalo de US$ 100 milhões

A mesma força-tarefa anticorrupção investiga um desvio de US$ 100 milhões no setor de energia, caso que derrubou dois ministros recentemente. Não está claro se a busca na residência de Yermak está ligada a esse inquérito, mas parlamentares afirmam que ele tinha responsabilidade política pelo agravamento da crise.

Resistência interna e impacto na imagem de Zelensky

Yermak era considerado “porta de entrada” do governo e acompanhava Zelensky em todas as viagens desde fevereiro de 2022, acumulando poder na nomeação de altos cargos. Nas últimas semanas, deputados do próprio partido presidencial exigiam sua saída para restaurar a confiança pública, alegando risco de fragmentação da base aliada no Parlamento.

Ao confirmar a renúncia, Yermak disse no Telegram que “os investigadores não enfrentaram obstáculos” e reiterou cooperação total. Em entrevista publicada na véspera pela revista The Atlantic, ele havia garantido que a Ucrânia “não cederá território” em nenhum pacto de paz, limitando-se a discutir a atual linha de frente.

A União Europeia, que condiciona o processo de adesão ucraniana a avanços concretos contra a corrupção, declarou estar “acompanhando de perto” os desdobramentos e considerou as buscas um sinal de que as instituições de controle estão funcionando.

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Crédito da imagem: Global News

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