Ahmed Al Ahmed impede massacre em ataque a Bondi Beach
Ahmed Al Ahmed impede massacre em ataque a Bondi Beach foi a cena que marcou o domingo (14) em Sydney. O sírio-australiano de 43 anos correu contra os disparos, agarrou o fuzil de um dos atiradores e forçou o recuo do suspeito, salvando inúmeras vidas, segundo autoridades.
Ahmed Al Ahmed impede massacre em ataque a Bondi Beach
Pai de duas meninas e residente na Austrália desde 2006, Al Ahmed estava tomando café perto da orla quando ouviu os tiros. Imagens virais mostram o momento em que ele se abrigou atrás de um carro, avançou sobre o agressor e tomou a arma. Em seguida, foi baleado várias vezes por um segundo criminoso e passou por cirurgia; seu estado é estável, segundo a agência Reuters.
O ato de coragem rendeu reconhecimento imediato. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que a bravura de Al Ahmed “salvou vidas”. O premier de Nova Gales do Sul, Chris Minns, visitou o hospital e disse não haver dúvida de que o número de vítimas seria maior sem a intervenção do herói. Já o ministro de Assuntos Internos, Tony Burke, destacou que “todos os australianos se unem” contra o ódio, citando o gesto de Al Ahmed como símbolo dessa união.
Personalidades globais também enviaram elogios. O ex-presidente dos EUA Donald Trump classificou o sírio-australiano como “muito, muito corajoso”. O rei Charles III enviou condolências às vítimas e exaltou “as ações heroicas que evitaram uma tragédia ainda maior”.
Movimentos civis de diferentes credos repudiaram o atentado antissemita e agradeceram ao vigilante. Organizações judaicas e muçulmanas ressaltaram que a segurança de todos é interdependente. Parentes de Al Ahmed relataram que ele serviu como policial na Síria, o que ajudaria a explicar sua pronta reação diante do perigo.
A mobilização solidária ganhou força on-line: uma vaquinha já ultrapassou 1,7 milhão de dólares australianos com mais de 30 mil doações, incluindo 99.999 dólares do bilionário Bill Ackman. O montante será destinado à recuperação do herói e ao sustento de sua família.

Imagem: family mbers and witnesses of the trag
Flores, cartas e brinquedos se acumulam na entrada do Hospital St George, onde o sírio-australiano segue em recuperação. “Ele não pensou em nacionalidade ou religião; viu pessoas feridas e agiu”, disse seu pai, Mohamed Fateh al Ahmed.
O caso reacende o debate sobre segurança e integração. Para acompanhar os desdobramentos e outras notícias nacionais, visite nossa editoria de Brasil.
Crédito da imagem: Globalnews.ca














