Agricultura: futuro do Sul ao Centro-Oeste
Agricultura: futuro do Sul ao Centro-Oeste ganha destaque após painel do Investor Day da 3tentos, onde três produtores rurais analisaram as mudanças dos últimos 20 anos e projetaram os rumos da produção no Brasil.
Evolução tecnológica e novos desafios
Reunidos no “Painel do Campo”, Thalles Pezzini (Santa Bárbara do Sul-RS), Daniel Gonçalves da Silva (Jaguarão-RS) e Peterson Piovesan (Porto dos Gaúchos-MT) apontaram quatro marcos para a modernização do agro: adoção do plantio direto, avanço da biotecnologia, agricultura digital e maior pressão sobre a relação custos/margens. Segundo os produtores, tecnologias de precisão e análise de dados já são decisivas para preservar produtividade e sustentabilidade.
Estudos da Embrapa confirmam que o plantio direto reduz a erosão e eleva a eficiência do uso de insumos, validando as práticas citadas no encontro.
Diversificação e rotação de culturas
Com 28 anos de experiência, Pezzini defende a diversificação como “segredo de longevidade” no campo. Ele cultiva soja, milho e trigo, tanto em áreas irrigadas quanto de sequeiro, e sustenta que a variabilidade climática exige rotação, manejo de solo e sistemas integrados para garantir resultados consistentes ao longo das décadas.
No extremo sul gaúcho, Gonçalves da Silva adota o sistema “ping-pong” entre arroz e soja. A prática, enfatiza, coloca a lógica agronômica acima da econômica e melhora a saúde do solo, gerando ganhos de produtividade para ambas as culturas.
Gestão empresarial e sucessão familiar
Os debatedores concordam que o produtor atual se tornou um empresário rural. Gonçalves lembra que a profissionalização da gestão é “condição básica de sobrevivência”, enquanto Piovesan reforça a importância do hedge para proteger margens e da sucessão bem estruturada para manter a família na atividade.

Imagem: Pasquale o
Piovesan, que ingressou na agricultura em 2009 para recuperar pastagens degradadas, alerta para os ciclos de mercado: “O erro costuma aparecer no ano bom, quando muitos elevam custos; já nos anos ruins surgem oportunidades, como renovar a frota a preços mais baixos”.
Com tecnologia, diversificação e gestão profissional, os produtores projetam um agro cada vez mais resiliente do Sul ao Centro-Oeste, preparado para enfrentar volatilidade climática e de mercado nas próximas décadas. Para acompanhar outras análises sobre o setor, visite a editoria de Brasil e continue informado.
Crédito da imagem: AgroTimes















