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Agentes do ICE em aeroportos dos EUA agravam crise

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Agentes do ICE em aeroportos dos EUA agravam crise

Agentes do ICE em aeroportos dos EUA agravam crise a partir desta segunda-feira (23), após ordem do presidente Donald Trump, que tenta reagir ao bloqueio do orçamento do Departamento de Segurança Interna no Senado.

Agentes do ICE em aeroportos dos EUA agravam crise

A decisão foi anunciada no fim de semana pelo próprio Trump em rede social. O republicano afirmou que os integrantes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) “irão aos aeroportos para ajudar nossos maravilhosos agentes da TSA”, em referência à Administração de Segurança no Transporte, que opera com efetivo reduzido por falta de pagamento.

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Na sexta-feira (20), o Senado não aprovou o orçamento do Departamento de Segurança Interna, responsável por controle de fronteiras e segurança aeroportuária. Sem liberação de recursos, funcionários considerados essenciais continuam trabalhando, mas sem salário, provocando filas extensas em terminais como o de Atlanta, um dos mais movimentados do planeta.

Nos bastidores de Washington, parlamentares interpretam o deslocamento do ICE como instrumento de pressão. Democratas condicionam a votação do orçamento a mudanças nas práticas da agência, entre elas a exigência de mandado judicial para entrar em residências, uso obrigatório de identificação visível e proibição de máscaras em operações. A senadora Patty Murray defende “maior controle e transparência”, enquanto a Casa Branca alega ter cedido em pontos como a ampliação de câmeras corporais e a restrição de ações em escolas e hospitais.

Para viajantes, o cenário é de incerteza. A presença dos agentes do ICE nos aeroportos pode alterar procedimentos de imigração e ampliar o risco de atrasos e conexões perdidas, sobretudo em voos internacionais. Companhias aéreas monitoram o impacto, já que qualquer mudança no fluxo americano afeta a malha global. Segundo análise do BBC News, medidas de segurança adicionais costumam aumentar o tempo médio de inspeção em até 30%.

Líderes do Senado, como Chuck Schumer e John Thune, tentam costurar um acordo que destrave parte do financiamento antes que a crise se aprofunde. Enquanto o impasse persiste, passageiros devem se preparar para filas maiores e possíveis mudanças de portão com pouca antecedência.

O desenrolar das negociações nas próximas horas será decisivo para saber se a atuação emergencial do ICE permanecerá ou se a normalidade operacional poderá ser retomada rapidamente.

Quer entender outros desdobramentos sobre políticas públicas e segurança? Leia mais em nossa editoria Brasil e acompanhe as atualizações.

Crédito da imagem: Divulgação/Library of Congress

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