ADRs da Petrobras oscilam em NY após JCP de R$ 9 bi
ADRs da Petrobras oscilam em NY após JCP de R$ 9 bi no pré-market desta terça-feira (12), mesmo com a disparada dos preços do petróleo e a aprovação de um robusto pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) pela companhia.
Oscilação dos recibos e cenário do petróleo
Às 7h40 (horário de Brasília), os recibos PBR, que representam as ações ordinárias da estatal, recuavam 0,24%, cotados a US$ 20,70. Já os PBRa, lastreados nos papéis preferenciais, avançavam 0,11%, para US$ 18,95. No mesmo instante, o Brent subia 3,55%, a US$ 107,89 o barril, enquanto o WTI ganhava 3,79%, a US$ 101,80, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e eventuais bloqueios no Estreito de Ormuz, conforme informou a Reuters.
Resultados do 1T26 e detalhes do JCP
No balanço divulgado na véspera, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, retração de 7,2% frente ao mesmo período de 2025. A receita de vendas ficou praticamente estável em R$ 123,7 bilhões (+0,4%). O Ebitda ajustado totalizou R$ 59,6 bilhões, queda de 2,4% na comparação anual; quando excluídos eventos pontuais, o indicador foi de R$ 61,7 bilhões (-1%).
O fluxo de caixa operacional somou R$ 44 bilhões (-10,9%), e o fluxo de caixa livre caiu 22,9%, para R$ 20,1 bilhões. A dívida líquida aumentou 10,8%, atingindo US$ 62,1 bilhões.
Apesar do recuo nos resultados, o Conselho de Administração aprovou a distribuição antecipada de R$ 9 bilhões em JCP, equivalentes a R$ 0,70 por ação ordinária ou preferencial. O pagamento será dividido em duas parcelas iguais de R$ 0,35: a primeira vence em 20 de agosto e a segunda em 21 de setembro de 2026.
Datas de corte na B3 e na NYSE
Para investidores da B3, a data-base é 1º de junho; os papéis passam a ser negociados “ex-direitos” em 2 de junho. Já para quem detém ADRs na New York Stock Exchange, o record date será em 3 de junho, com repasses nos dias 27 de agosto e 28 de setembro.

Imagem: Juliana Américo
Com a volatilidade das ADRs da Petrobras diante do JCP bilionário e do avanço do Brent, o investidor monitora se o impulso do petróleo compensará a pressão sobre margens e fluxo de caixa da companhia.
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Crédito da imagem: Divulgação/Petrobras














