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Açúcar bruto renova mínima de 5 anos com oferta cheia

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Açúcar bruto renova mínima de 5 anos com oferta cheia

Açúcar bruto renova mínima de 5 anos com oferta cheia. Os futuros do adoçante recuaram 2,6% nesta sexta-feira (17), encerrando a sessão a 13,31 centavos de dólar por libra-peso na ICE de Nova York, o menor nível desde 2021, após bater 13,22 centavos durante o pregão.

Oferta robusta mantém preços sob pressão

A abundância de açúcar bruto no curto prazo segue como principal vetor de queda. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou em 1% a projeção para a safra brasileira 2025/26, agora estimada em 673 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O contrato de açúcar branco que expirou na quarta-feira registrou entrega recorde de quase meio milhão de toneladas, sinalizando dificuldade de obter prêmios no mercado físico.

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Analistas da StoneX avaliam que o volume entregue reforça “um quadro de ampla disponibilidade, abrindo espaço para forte pressão sobre os preços nos próximos meses”.

Energia barata desloca produção para açúcar

A queda acentuada do petróleo – impulsionada pela liberação da navegação no Estreito de Ormuz – reduz a atratividade do etanol, levando usinas a destinar mais caldo de cana à produção de açúcar. Esse movimento agrava o excesso de oferta global, conforme já alertado pela agência Reuters.

Reflexos em outras commodities

O açúcar branco perdeu 1,4%, cotado a US$ 412,30 por tonelada. Entre as demais softs, o cacau recuou 4,1% em Londres, a 2.427 libras por tonelada, e 5,1% em Nova York, para US$ 3.280. No café, o robusta caiu 2,5%, negociado a US$ 3.263 por tonelada, enquanto o arábica cedeu 2,1%, para US$ 2,8425 por libra-peso.

Com três semanas consecutivas de perdas, o contrato de açúcar bruto já acumula desvalorização semanal de 3,2%. Operadores monitoram a demanda, considerada fraca diante da mudança nos hábitos alimentares globais, e o progresso da moagem de cana na nova safra brasileira.

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Crédito da imagem: iStock.com/Zarina Lukash

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