Acordo do TikTok pode ser fechado na Coreia do Sul
Acordo do TikTok pode ser sacramentado na Coreia do Sul nesta quinta-feira (30), informou a Casa Branca. Durante a visita oficial do presidente Donald Trump a Seul, o mandatário deverá se reunir com Xi Jinping para concluir a venda da plataforma a um consórcio de investidores norte-americanos, afastando a chinesa ByteDance do controle do aplicativo nos Estados Unidos.
Negociação entra na reta final
O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou no domingo (26) ao programa Face the Nation, da CBS, que Trump e Xi “consumarão a transação” durante o encontro. Se confirmado, o entendimento poria fim a meses de incerteza iniciados quando amplas maiorias bipartidárias no Congresso aprovaram, e o então presidente Joe Biden sancionou, lei que bania o TikTok caso não houvesse troca de propriedade.
O aplicativo chegou a ser retirado das lojas em janeiro, mas voltou a funcionar após ordem executiva assinada por Trump em seu primeiro dia de governo. Desde então, três novas ordens prorrogaram o prazo para uma solução definitiva, mesmo sem base legal clara, segundo juristas.
Implicações de segurança e legislação
Pelo plano em discussão, o algoritmo de recomendação – considerado sensível pelas autoridades dos EUA – ficaria sob gestão local, ainda que a China mantenha restrições à exportação dessa tecnologia. Bonnie Glaser, diretora do programa Indo-Pacífico do German Marshall Fund, afirmou que o tema não é prioridade para Pequim, mas questionou se o acordo atenderá às exigências de proteção de dados impostas pela legislação norte-americana.
Pesquisa do Pew Research Center revela que 43% dos adultos norte-americanos com menos de 30 anos consomem notícias regularmente no TikTok, reforçando a preocupação com eventual manipulação do feed.
Opinião pública dividida
O mesmo estudo aponta que apenas um terço da população apoia a proibição total do aplicativo, percentual inferior aos 50% registrados em março de 2023. Entre os defensores do banimento, 80% citam riscos à segurança de dados como principal motivo.
Imagem: PJ McDnell
Enquanto isso, o futuro da plataforma depende da aprovação final de Pequim. Caso o governo chinês dê sinal verde, investidores dos EUA assumirão o controle da operação no país ainda este ano.
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Crédito da imagem: PJ McDonnell/Shutterstock















