Acordo de defesa Canadá–Filipinas mira conter China
Acordo de defesa Canadá–Filipinas foi firmado neste domingo (7) em Manila com a meta de ampliar exercícios de combate, troca de informações e resposta a emergências, em meio à crescente pressão da China no Mar do Sul.
Detalhes do pacto
O ministro da Defesa filipino, Gilberto Teodoro Jr., e o parlamentar canadense David McGuinty assinaram o Status of Visiting Forces Agreement, que estabelece bases legais para a presença de tropas dos dois países em treinamentos conjuntos. O texto prevê ainda cooperação em desastres naturais, área na qual o Canadá possui experiência consolidada.
Contexto regional
O entendimento ocorre enquanto Ottawa e outras nações ocidentais intensificam sua presença militar no Indo-Pacífico para defender a liberdade de navegação e fortalecer laços econômicos. A estratégia converge com o esforço do presidente Ferdinand Marcos Jr. de modernizar as Forças Armadas filipinas, historicamente subfinanciadas.
A China reivindica praticamente toda a via marítima — importante corredor comercial —, embora um tribunal arbitral da ONU tenha invalidado essa pretensão em 2016. Desde então, Pequim emprega manobras consideradas perigosas, como o uso de canhões d’água contra embarcações filipinas, acirrando tensões com Vietnã, Malásia, Brunei e Taiwan.
Expansão de alianças
Este é o terceiro acordo desse tipo assinado pelas Filipinas desde 2022, após pactos com Japão e Nova Zelândia. Há negociações em curso com França, Singapura, Reino Unido, Alemanha e Índia. Para Teodoro, o avanço das parcerias reforça “uma ordem internacional baseada em regras” e contém “pretensões hegemônicas”.
O Canadá, por sua vez, já fornece à Guarda Costeira filipina imagens de satélite do sistema Dark Vessel Detection, que ajuda a localizar embarcações chinesas que desligam transponders para ocultar posição.

Imagem: Jim Gomez The Associated
Próximos passos
As partes iniciarão em breve o planejamento de exercícios de grande escala, que poderão envolver forças aéreas e navais. McGuinty destacou que a cooperação “é vital para garantir segurança coletiva e ajudar populações afetadas por catástrofes naturais”.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















