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Acordo comercial Canadá China reduz tarifa da canola

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Acordo comercial Canadá China reduz tarifa da canola

Acordo comercial Canadá China reduz tarifa da canola marca avanço nas relações bilaterais e prevê corte de tributos sobre produtos agrícolas e frutos do mar a partir de 1º de março de 2026.

Acordo comercial Canadá China reduz tarifa da canola

Produtores canadenses de canola receberam com otimismo cauteloso o anúncio do acordo preliminar entre Ottawa e Pequim, que encerra uma disputa tarifária iniciada em 2024. Após reunião em Pequim entre o primeiro-ministro Mark Carney e o presidente Xi Jinping, a China concordou em reduzir a tarifa sobre a semente de canola de 100% para 15% e flexibilizar taxas sobre farinha de canola, lagostas, caranguejos e ervilhas.

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Em contrapartida, o Canadá permitirá a entrada de 49 000 veículos elétricos chineses com tarifa de 6,1%, limite que poderá chegar a 70 000 unidades em cinco anos. A decisão preocupa o setor automotivo norte-americano, já que a sobretaxa de 100% aos carros chineses havia sido adotada simultaneamente pelo Canadá e pelos Estados Unidos.

Stephen Vandervalk, produtor em Fort McLeod e vice-presidente da Wheat Growers Association, qualificou o resultado como “grande passo”, mas teme perder competitividade frente a países como a Austrália, que já vendem canola com tarifas mais baixas à China. Ele também aponta risco de retaliação dos Estados Unidos, principal destino do farelo de canola canadense.

Em nota, o Canola Council of Canada classificou a decisão como “marco importante”, mas defendeu isenção total, inclusive para o óleo de canola. Já Andre Harpe, presidente da Alberta Canola Producers, relatou alta imediata nos preços futuros e espera por “estabilidade após uma montanha-russa de incertezas”.

O premiê de Saskatchewan, Scott Moe, celebrou “bilhões de dólares liberados” em exportações, enquanto a premiê de Alberta, Danielle Smith, cobrou garantias de segurança nacional na entrada dos veículos chineses. No Parlamento, o deputado conservador Kyle Seeback alertou que a China “não é parceira confiável” e previu impacto negativo aos trabalhadores automotivos.

Analistas lembram que a redução valerá, inicialmente, até dezembro de 2026, exigindo nova negociação para se tornar permanente, segundo repercutiu a agência Reuters.

Para acompanhar desdobramentos desse acordo e outras pautas de comércio exterior, continue na nossa editoria Brasil.

Crédito da imagem: THE CANADIAN PRESS/Sean Kilpatrick

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