Acordo de cessar-fogo Israel e Hamas prevê troca de reféns
Acordo de cessar-fogo Israel e Hamas prevê troca de reféns marca a primeira etapa de um plano dos Estados Unidos para encerrar dois anos de guerra em Gaza. Firmado nesta quinta-feira (9), o pacto determina a suspensão dos combates, retirada parcial das tropas israelenses e libertação de todos os reféns em troca de centenas de prisioneiros palestinos.
Termos principais do acordo
Pelo texto, o cessar-fogo entra em vigor até 24 horas após a ratificação pelo gabinete de Benjamin Netanyahu. Concluída essa etapa, o Hamas deverá libertar os reféns vivos em até 72 horas; corpos de vítimas fatais poderão ser repatriados posteriormente. Em contrapartida, Israel soltará detidos palestinos listados pelas partes, ainda em definição.
Acordo semelhante de retirada prevê que as Forças de Defesa de Israel desocupem setores centrais da Faixa de Gaza, abrindo corredores humanitários. Comboios de ajuda levarão alimentos e medicamentos a centenas de milhares de deslocados.
Reações e desafios
A notícia foi recebida com festa em Tel Aviv e Khan Younis. Ainda assim, persistem incertezas: parlamentares de linha dura, como Itamar Ben-Gvir, ameaçam derrubar o governo se o Hamas não for desmantelado. A lista final de presos a serem libertados também gera impasse, segundo fonte palestina.
De acordo com a agência Reuters, mais de 67 mil palestinos morreram desde o início da ofensiva israelense, deflagrada após ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixaram 1.200 israelenses mortos e 251 sequestrados.
Diplomacia e próximos passos
O presidente dos EUA, Donald Trump, planeja participar de cerimônia formal no Egito no domingo. Paralelamente, representantes ocidentais e árabes discutem, em Paris, força internacional de paz e reconstrução de Gaza. O Itamaraty saudou o pacto e reiterou apoio à solução de dois Estados.
Imagem: Reuters
Especialistas alertam que o sucesso dependerá da implementação de etapas futuras — entre elas, o governo da Faixa de Gaza pós-guerra e o destino político-militar do Hamas.
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Crédito da imagem: REUTERS/Mahmoud Issa















