Ações de shoppings: Itaú BBA sugere ALOS3, IGTI11 e MULT3
Ações de shoppings: Itaú BBA sugere ALOS3, IGTI11 e MULT3 ganham atenção após relatório que aponta consolidação, reformas e oportunidades de valorização nos principais centros comerciais do país.
Ações de shoppings: Itaú BBA sugere ALOS3, IGTI11 e MULT3
O Itaú BBA iniciou a cobertura do segmento de shopping centers com recomendação outperform para Allos (ALOS3), Iguatemi (IGTI11) e Multiplan (MULT3). Segundo o banco, o setor entra em fase de maturidade, marcada por fusões, revitalizações e aumento real de aluguéis, em vez da abertura de novos empreendimentos.
Atualmente, a área bruta locável dos shoppings brasileiros soma cerca de 18 milhões de m², considerada equilibrada nas principais capitais. O BBA avalia que os operadores mais fortes — classificados como Tier 1 e Tier 2 — vêm registrando crescimento real de aluguéis desde 2011, vantagem competitiva que deve se intensificar.
As três frentes de expansão identificadas são:
• Fusões e aquisições, que ampliam escala e portfólios;
• Revitalizações e expansões de shoppings já existentes;
• Aumento real de aluguéis, especialmente em ativos dominantes.
A reciclagem de ativos também ganha destaque. Grandes operadoras vendem participações minoritárias para fundos imobiliários (FIIs) a taxas de capitalização médias de 8,4%, inferiores aos 10%-11% embutidos nas ações. Os recursos reforçam dividendos, reduzem dívidas e financiam programas de recompra.
A partir de 2027, a reforma tributária sobre consumo trará um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) que elevará a carga fiscal de operadores menores. Para o BBA, as companhias listadas estão melhor preparadas: já adotam parcialmente o lucro real e geram créditos tributários via investimentos.

Imagem: Igor Grecco
No recorte por papéis, a Multiplan é a “top pick” do banco, com preço-alvo de R$ 36 e potencial de alta de 26%. A Allos se beneficia de escala e sinergias, com preço-alvo de R$ 37 e dividend yield projetado em 12% para 2026. Já a Iguatemi concentra-se no segmento premium, capaz de repassar preços, e tem preço-alvo de R$ 34, o que implica retorno de 28%.
Embora o avanço do comércio eletrônico continue pressionando o varejo físico, o relatório sustenta que os melhores shoppings, bem localizados, permanecerão demandados por lojistas e consumidores, preservando o fluxo de caixa e a rentabilidade dos operadores.
Com consolidação, tributação e reciclagem de ativos na agenda, o Itaú BBA vê espaço para reprecificação positiva dessas três ações, reforçando a tese de investimento em shoppings de alta qualidade.
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Crédito da imagem: Montagem no Canva Pro















