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Ações do agronegócio 2026: quem ganha e quem perde

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Ações do agronegócio 2026: quem ganha e quem perde

Ações do agronegócio 2026 são o foco dos investidores após um 2025 difícil para o setor, em que apenas três dos 12 papéis acompanhados fecharam o ano no azul.

Ações do agronegócio 2026: quem ganha e quem perde

Levantamento do Money Times mostra que, entre 2 de janeiro e 30 de dezembro de 2025, somente Minerva (BEEF3), 3tentos (TTEN3) e Irani (RANI3) registraram valorização. A líder foi Irani, com alta de 43,23%, seguida por Minerva, 39,47%, e 3tentos, 25,93%. No extremo oposto, Raízen (RAIZ4) desabou 61,97%, São Martinho (SMTO3) recuou 61,87% e Jalles (JALL3) caiu 39,25%.

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O cenário adverso combinou recuo nos preços de commodities, dólar pouco valorizado e custos elevados, segundo o professor do Insper, Marcos Jank. “As margens estão apertadas e as taxas de juros seguem em nível escandaloso”, afirmou.

Commodities dividem vencedores e perdedores

Grãos como soja e milho sofreram com preços menores, enquanto proteínas animais ganharam competitividade. O café avançou, mas o açúcar enfrentou desafios. Essa heterogeneidade reforça a tese de “ganhadores e perdedores” para 2026.

Impacto dos juros e das eleições

Analistas do Bank of America avaliam que o ciclo de queda de juros no Brasil e nos Estados Unidos pode destravar valor para o segmento de consumo essencial, beneficiando empresas mais alavancadas, como Cosan (CSAN3) e Raízen (RAIZ4). No entanto, a proximidade das eleições presidenciais tende a elevar a volatilidade e exigir cautela.

Onde “amarrar o boi” em 2026

Entre as recomendações, a JBS (JBSS32) surge como proteção defensiva, apoiada pelo desempenho recorde de exportações de carne bovina e aves no quarto trimestre de 2025. Já a 3tentos deve manter ritmo robusto com o início da usina de etanol de milho, fator apontado como principal catalisador de curto prazo. Empresas ligadas a celulose, como Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11), seguem pressionadas pela demanda global, mas podem se favorecer da redução de juros.

Para o Banco do Brasil, 2025 foi ano de ajuste; Santander vê uma crise sem precedentes; Itaú BBA projeta margens menores, enquanto BTG Pactual destaca oportunidades da “porteira para fora”.

No balanço final, o investidor que busca exposição ao agronegócio em 2026 deve combinar papéis defensivos, como JBS, com companhias de crescimento, caso de 3tentos, monitorando de perto juros, câmbio e o calendário eleitoral.

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Crédito da imagem: iStock/MarkCoffeyPhoto

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