Acidentes com animais peçonhentos: saiba agir
Acidentes com animais peçonhentos: saiba agir ganham destaque no verão, período em que o Hospital João XXIII registra alta nos casos de intoxicação decorrentes de escorpiões, aranhas, serpentes e lagartas.
Entenda por que as ocorrências aumentam
Chuvas intensas e temperaturas elevadas desestabilizam os abrigos naturais desses animais, levando-os a buscar locais secos e abrigados, inclusive residências. Somado a isso, o maior fluxo de pessoas em áreas verdes durante as férias contribui para o crescimento dos incidentes.
Números que preocupam
Em 2023, o João XXIII contabilizou 4.239 atendimentos relacionados a peçonhentos, desconsiderando picadas de abelha. Do total, 2.028 envolveram escorpiões, 1.015 aranhas, 751 serpentes e 445 lagartas.
Primeiros socorros recomendados
O coordenador do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Minas Gerais (CIATox-MG), Adebal de Andrade Filho, orienta manter a vítima calma, lavar o local com água e sabão e evitar torniquetes, sucção ou perfurações. Alimentos ou bebidas também não devem ser oferecidos.
Se houver segurança, fotografe o animal por diferentes ângulos para facilitar a identificação pela equipe de saúde. “Não tente capturar nem acuá-lo. Caso permaneça em ambiente doméstico, avalie acionar o Corpo de Bombeiros”, acrescenta o especialista.
Quando e onde buscar ajuda
A vítima deve ser levada imediatamente à unidade de saúde mais próxima. Profissionais avaliarão o quadro, iniciarão o tratamento e, se necessário, farão o encaminhamento para centros de maior complexidade. O CIATox-MG oferece orientação telefônica 24 h a hospitais e pacientes sobre atendimentos a peçonhentos ou intoxicações agudas.

Imagem: Internet
Casos acontecem o ano inteiro
Embora a curva suba no verão, acidentes podem ocorrer em qualquer estação. Em agosto passado, o pequeno Pedro, de 10 meses, foi picado por escorpião em Moema. Após atendimento rápido e administração de soro antiescorpiônico, ele foi transferido para o João XXIII, onde se recuperou plenamente.
Prevenção e fontes confiáveis
Medidas simples, como manter quintais limpos, vedar ralos e usar luvas em atividades de jardim, reduzem o risco. Mais informações estão disponíveis na Fundação Oswaldo Cruz, referência nacional em saúde pública.
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Crédito da imagem: Joice Lourenço
















