A dor do luto

A dor do luto

A gente não fala tanto sobre a morte ou sobre a capacidade de superar o luto, algo que qualquer um está sujeito e cada um vive a sua maneira.

Ouso dizer que é um produto do seu lugar e da sua cultura. Quando se perde um ente querido aquela tristeza deveria ser convertida em alegria e gratidão pelos dias vivenciados com o outro.

Quando criança eu fui protegida da morte, onde os adultos não me explicaram como deveria o vivenciar. Onde o corpo reage com essa perda de diversas formas desde o choro, dores musculares, dores de cabeça e etc;

Não é considerado uma doença e no DSM5 que é um Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª edição ou DSM-5 é um manual diagnóstico e estatístico feito pela Associação Americana de Psiquiatria para definir como é feito o diagnóstico de transtornos mentais.

Usado por psicólogos, fonoaudiólogos, médicos e terapeutas ocupacionais o luto é citado em média 100 vezes, pois ele é considerado algo para estudos posteriores. Psicologicamente falando o luto pode ser feito de fases: Aceitação, Raiva, Depressão, Recomeço.

Não é uma corrida onde você termina na linha de chegada e simplesmente o finaliza. Comparo este a uma montanha russa onde horas estamos no alto e tudo está bem e horas estamos nas partes mais baixas. Onde um cheiro ou roupa, ou um dia específico como o dia das mães ou o dia dos pais por exemplo, ou até mesma uma palavra faz com que nós lembremos de quem nós amamos.

E se não abrimos a porta quando o luto bate ele se vai mas, pode voltar até mesmo em forma de sintomas. A sociedade nos cobra a felicidade e a todo o momento seja nas redes sociais ou em nosso dia a dia. Mas, a única forma de não passar pelo luto é: Não amar.

Se você é capaz de não amar não viverá o luto jamais. Luto e amor são as duas faces da mesma moeda. Parar a sua vida pensando em quanto tempo durará o luto não é possível pois  não tem como se mensurar a dor, algumas pessoas  vivenciam o luto podendo durar mais ou menos um ano onde o primeiro ano é o mais difícil.

Ali inicia-se as primeiras festas em família, aniversários e etc; sem o ente querido. Se afundar em atividades que os sobrecarregam assumindo vários compromissos apenas de uma vez faz com que pulemos o direito de estarmos tristes e esquecer o que ocorreu faz com que fiquemos nos privando de sentimentos.

Chore quando tiver vontade e fale com pessoas ao seu redor a respeito desses sentimentos novos que estão o preenchendo Assim conseguirá no seu tempo chegar a fase de recomeço que o momento onde “cai a ficha” e se entende a nossa impotência diante a morte pois, o poder de decidir pela a vida e pela morte não cabe a nós.

Se ainda é difícil lhe dar com a situação principalmente pela raiva por essa pessoa ter partido ou a saudade que ela deixou procure ajuda ou um familiar ou um profissional que o possa o ajudar a passar por este momento. Porque o luto é o preço do amor!

Mary  Luisa dos Santos Silva

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