FIIs com até 18%: maiores pagadores de dividendos
FIIs com até 18%: maiores pagadores de dividendos lideram o mais recente levantamento da Grana Capital, que analisou o dividend yield (DY) dos fundos imobiliários nos 12 meses encerrados em 31 de março de 2026. O Hospital da Criança (HCRI11) encabeça o ranking, oferecendo retorno de 17,95% ao cotista.
FIIs com até 18%: maiores pagadores de dividendos
De acordo com o estudo, o HCRI11 distribuiu cerca de R$ 51,71 por cota no período avaliado. Além da renda, a valorização de mercado reforçou o desempenho: o preço da cota saiu de R$ 244,88 para R$ 288, avanço superior a 17% na B3.
Focado no segmento hospitalar, o fundo possui apenas um imóvel — o Hospital da Criança, no bairro Jabaquara, em São Paulo — alugado integralmente à Rede D’Or São Luiz por contrato atípico válido até outubro de 2055. Segundo o relatório gerencial, são aproximadamente três mil cotistas e patrimônio de R$ 56,2 milhões.
Na segunda colocação aparece o Hectare CE (HCTR11), fundo de recebíveis imobiliários que investe em CRIs. Com patrimônio líquido acima de R$ 2,3 bilhões, o HCTR11 pagou R$ 3,68 por cota e alcançou DY de 17,65%, enquanto suas cotas subiram 1,2% nos últimos 12 meses.
O terceiro lugar ficou com o Exes (EXES11), também do nicho de “papel”. O veículo, com patrimônio de cerca de R$ 139 milhões, entregou retorno de 16,76% após distribuir R$ 1,56 por cota. Diferentemente dos líderes, suas cotas recuaram 1,17% no intervalo analisado.
Completam o top 10 LIFE11, VIUR11, BPML11, RZAK11, RBRY11, RBRD11 e VGIR11, todos com dividend yield superior a 15,5% no período. Esses resultados reforçam a atratividade dos FIIs para investidores que buscam fluxo de renda recorrente, sobretudo em um cenário de juros ainda elevados.
Para entender melhor o funcionamento dos fundos imobiliários e seus indicadores, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) traz informações detalhadas em seu portal institucional (www.gov.br/cvm).

Imagem: divulgação HCRI
Antes de investir, especialistas recomendam analisar contrato de locação, perfil de inquilinos e saúde financeira do fundo. Diversificar entre segmentos — como “tijolo”, recebíveis e híbridos — também ajuda a reduzir riscos.
No longo prazo, FIIs que combinam renda estável e valorização patrimonial podem contribuir para compor carteiras voltadas a aposentadoria ou complementação de renda mensal, principalmente porque os dividendos são isentos de IR para pessoas físicas que cumprem os requisitos legais.
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Crédito da imagem: Lemon_tm/istockphoto















