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Dívida e inadimplência disparam e acendem alerta de crise

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Dívida e inadimplência disparam e acendem alerta de crise

Dívida e inadimplência disparam e acendem alerta de crise marcam a preocupação de especialistas com sinais que lembram o início da crise de 2008, à medida que famílias de baixa renda no Canadá e nos EUA deixam de pagar empréstimos.

Dívida e inadimplência disparam e acendem alerta de crise

Instituições de crédito subprime, que atendem consumidores com pontuação baixa, começam a sentir o peso do aumento do custo de vida e dos juros mais altos. A empresa canadense Goeasy, uma das maiores do segmento, viu suas ações despencarem 70 % após divulgar forte alta nas perdas com empréstimos no último trimestre. Para o consultor financeiro Mike Vinokur, o tombo sugere falhas de controle de risco e sinaliza “rachaduras” até em carteiras consideradas mais seguras.

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A escalada da inflação desde a pandemia, somada a juros elevados e ao impacto de tarifas dos Estados Unidos e da guerra no Irã sobre preços de energia e alimentos, reduziu a capacidade de pagamento de muitas famílias. “Quando o orçamento estoura, o crédito vira muleta e, se não há fôlego, a insolvência é o destino”, alerta Stacy Yanchuk Oleksy, da Money Mentors.

Segundo Vinokur, mesmo os seis maiores bancos canadenses já registram aumento de empréstimos não performados, embora possuam “capital robusto” para absorver perdas. Desde 2018, as instituições são obrigadas a constituir provisões para perdas esperadas, conforme as regras do IFRS 9. O objetivo é evitar que uma deterioração repentina se transforme em crise sistêmica.

O Bank of Canada reforça que a migração do modelo de perdas incorridas para o de perdas esperadas amplia a resiliência do sistema financeiro. Ainda assim, economistas lembram que a velocidade do problema é decisiva: na pandemia, um choque localizado ganhou escala global em semanas.

No cenário atual, o risco maior recai sobre lares de menor renda, que pagam juros superiores em cartões, financiamentos de automóveis e empréstimos pessoais. Caso os índices de inadimplência continuem a subir, as instituições que operam nesse nicho podem reduzir a oferta de crédito, pressionando ainda mais o consumo e o crescimento.

Dívida e inadimplência disparam e acendem alerta de crise - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Apesar dos sinais de estresse, analistas avaliam que uma repetição exata de 2008 exige um agravamento “muito rápido e extremo”. Os grandes bancos ainda reportam lucros recordes, mas ampliaram reservas para perdas diante da incerteza trazida por disputas comerciais e conflitos geopolíticos.

Para Yanchuk Oleksy, monitorar o ritmo da deterioração é crucial: “Ninguém ganha se mais canadenses ficarem insolventes; alguém sempre paga a conta”.

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Crédito da imagem: Global News

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