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UE rejeita ataques ao Irã e alerta para alta do petróleo

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UE rejeita ataques ao Irã e alerta para alta do petróleo

UE rejeita ataques ao Irã e alerta para alta do petróleo foram as mensagens centrais da cúpula de líderes europeus realizada nesta quinta-feira (27) em Bruxelas. Sob pressão dos Estados Unidos e de Israel para enviar meios navais ao Estreito de Ormuz, os 27 chefes de Estado e de governo reafirmaram que não participarão de operações militares enquanto o conflito na região prosseguir, mas demonstraram preocupação com o avanço dos preços de petróleo, gás e fertilizantes.

UE rejeita ataques ao Irã e alerta para alta do petróleo

Antes do encontro, o primeiro-ministro belga Bart De Wever admitiu que a crise energética já era grave antes da guerra, mas que “o conflito criou um novo pico” de preços. Se esse patamar se tornar estrutural, “estaremos em sérios apuros”, avaliou.

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Donald Trump, presidente dos EUA, vem solicitando o envio de navios europeus para proteger a via marítima por onde transita boa parte do petróleo mundial. Ainda assim, nem mesmo o Reino Unido — tradicional aliado de Washington — aceitou a proposta, condicionando qualquer apoio a uma redução dos combates. O chanceler austríaco Christian Stocker foi categórico: “A Europa não se deixará chantagear”.

A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, confirmou que não há disposição para ampliar a força naval europeia já presente no Mar Vermelho. Da Alemanha, o chanceler Friedrich Merz disse que Berlim só participará de missões após o “silêncio das armas” e mediante mandato internacional.

Mesmo criticando duramente Teerã, o primeiro-ministro holandês Rob Jetten defendeu o aumento de sanções econômicas e do apoio a grupos opositores iranianos, em vez de ação militar. Já o espanhol Pedro Sánchez classificou a guerra como “ilegal” e ressaltou os danos humanitários e econômicos causados, sobretudo ao Sul global.

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Imagem: Internet

A Comissão Europeia apresentou aos líderes um pacote de instrumentos financeiros para conter o choque energético, inspirado no processo de independência do gás russo iniciado em 2022. Para o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, segurança e energia caminham juntas: “Precisamos produzir nossa própria energia para estarmos seguros”. Especialistas da Agência Internacional de Energia observam que a diversificação e o investimento em renováveis podem amortecer futuras tensões geopolíticas.

Enquanto a UE busca soluções econômicas e reafirma a recusa em aderir aos ataques, o cenário internacional permanece volátil, com o barril do Brent voltando a superar US$ 90. Continue acompanhando os desdobramentos na nossa editoria Brasil e fique por dentro de análises e atualizações diárias.

Crédito da imagem: Globalnews.ca

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