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Aumento de preços de combustíveis pressiona postos

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Aumento de preços de combustíveis pressiona postos

Aumento de preços de combustíveis pressiona postos já é relatado por revendedores em todo o país, informa a Fecombustíveis, entidade que representa cerca de 45 mil estabelecimentos.

Aumento de preços de combustíveis pressiona postos

A federação comunicou ter recebido relatos de que distribuidoras estão reajustando valores em função da recente disparada do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo conflito no Golfo Pérsico. Segundo a Fecombustíveis, embora a Petrobras responda por aproximadamente 70% do abastecimento interno, a estatal ainda não alterou sua tabela de preços.

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O mercado nacional, entretanto, também depende de volumes importados e da produção de refinarias privadas, como Mataripe (BA), Clara Camarão (RN) e a unidade do Amazonas, que seguem de perto as cotações externas. Dessa forma, a elevação no barril afeta diretamente o custo de aquisição dos postos.

Na última quinta-feira (5), o Brent fechou a US$ 85,41, alta de 4,93%, enquanto o WTI atingiu US$ 81,01, maior nível desde julho de 2024. O salto está associado a ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que aumentaram o risco de navegação no Estreito de Ormuz, corredor responsável por 20% do petróleo global.

A Fecombustíveis reforçou que a revenda é “o elo mais frágil” da cadeia e não pode ser responsabilizada isoladamente pelos acréscimos nas bombas. Cada posto decide se repassa ou não o reajuste, respeitando o regime de livre concorrência previsto em lei.

Apesar da pressão, a Petrobras avalia o cenário e evita transferir a volatilidade internacional, disse a presidente Magda Chambriard. Estudo do Goldman Sachs indica que, até a manhã de quinta, o diesel vendido pela estatal apresentava desconto de cerca de 30% em relação ao produto importado, a maior defasagem desde 2022.

O presidente da Abicom, Sérgio Araujo, declarou que já “é hora” de correção, argumentando que preços muito abaixo dos praticados no exterior podem desestimular importações, reduzindo a oferta interna. A distribuidora Ipiranga afirmou acompanhar as condições de mercado e ressaltou que o valor final ao consumidor é definido pelos próprios revendedores. As demais grandes distribuidoras não se pronunciaram, mas o Instituto Brasileiro de Petróleo reiterou que a formação de preços segue a dinâmica de oferta e demanda.

Para mais detalhes sobre o impacto internacional no setor de energia, confira a cobertura da agência Reuters, referência global em notícias econômicas.

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Crédito da imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

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