EUA e Israel atacam Irã: riscos de guerra regional
EUA e Israel atacam Irã: riscos de guerra regional é o cenário que domina o Oriente Médio desde a morte do aiatolá Ali Khamenei, no sábado. Washington e Tel Aviv intensificam bombardeios, enquanto Teerã dispara mísseis contra Estados do Golfo e alvos israelenses, levantando dúvidas sobre uma possível escalada regional.
Liderança iraniana sob pressão
Sem o guia supremo, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian informou que um conselho de transição já atua nos bastidores. O chanceler Abbas Araghchi prometeu a escolha de um novo líder “em um ou dois dias”, na tentativa de exibir estabilidade. Especialistas, porém, veem instabilidade interna crescente, sobretudo após manifestações que celebraram a queda de Khamenei.
Estrategia de sobrevivência do regime
Para Ross Harrison, do Middle East Institute em Washington, o regime buscará “infligir dano aos adversários” e “provar controle da região”. A expectativa é de ataques acelerados a posições dos EUA e a Israel, com mísseis capazes de escapar do Iron Dome. Em paralelo, analistas apontam uma disputa pela própria sobrevivência política em Teerã.
Objetivos de Washington e Tel Aviv
O ex-presidente Donald Trump exigiu que a Guarda Revolucionária depusesse as armas ou “enfrentasse a morte”. Ele prometeu bombardeios “contínuos” enquanto necessário. Israel fala em “trem aéreo ininterrupto” para neutralizar ameaças existenciais e, segundo o embaixador Iddo Moed, pretende “apoiar os iranianos” rumo a uma eventual mudança de regime.
Possíveis fases da operação
A jornalista iraniano-canadense Nejar Mojtahedi prevê quatro etapas: 1) decapitar a liderança; 2) degradar as defesas militares; 3) enfraquecer a economia; 4) permitir que a população assuma o poder. Já a pesquisadora Burcu Ozcelik, do Royal United Services Institute, acrescenta que o objetivo seria “criar condições” para um governo de transição até a estabilização interna.
Risco de conflito regional ampliado
Com mísseis iranianos alcançando Estados vizinhos, governos árabes temem ser arrastados para a crise. A ONU convocou reunião de emergência do Conselho de Segurança, segundo informou a BBC, reforçando a gravidade do momento.

Imagem: Internet
Os próximos dias deverão indicar se a atual troca de ataques ficará restrita a represálias pontuais ou evoluirá para uma guerra mais ampla — cenário que, para Jon Allen, da Universidade de Toronto, dependerá de quem ocupará o vácuo de poder em Teerã.
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Crédito da imagem: Global News















