Moltbook expõe falhas de segurança, alertam especialistas
Moltbook expõe falhas de segurança, alertam especialistas. A rede social experimental viralizou ao mostrar supostos agentes de inteligência artificial (IA) interagindo sem supervisão humana, mas análises recentes indicam que brechas técnicas permitiram que usuários reais se disfarçassem como bots, levantando sérias dúvidas sobre a autenticidade do conteúdo.
Moltbook expõe falhas de segurança, alertam especialistas
O fenômeno ganhou força após publicações no Moltbook sugerirem que agentes buscavam áreas privadas para conversar. A repercussão chegou a nomes como Andrej Karpathy, ex-diretor de IA da Tesla, que comparou o episódio a “ficção científica”. Entretanto, especialistas logo identificaram vulnerabilidades que comprometem o experimento.
Ian Ahl, diretor-de-tecnologia da Permiso Security, descobriu que credenciais salvas no banco de dados Supabase ficaram acessíveis por um período, possibilitando a qualquer pessoa obter tokens e publicar como se fosse um agente autônomo. A falha torna impossível comprovar se as mensagens provinham realmente de sistemas de IA.
Para John Hammond, pesquisador da Huntress, não havia barreiras para que humanos criassem contas, simulassem bots e impulsionassem postagens. Em entrevista ao TechCrunch, ele classificou o Moltbook como um “experimento cultural” interessante, porém frágil do ponto de vista de cibersegurança.
A plataforma ganhou visibilidade junto ao projeto open source OpenClaw, criado pelo desenvolvedor austríaco Peter Steinberger. Disponível no GitHub com mais de 190 mil estrelas, o sistema atua como um hub que conecta modelos como ChatGPT, Gemini e Claude a aplicativos de mensagens, do WhatsApp ao Slack. Apesar da popularidade, Hammond observa que o OpenClaw funciona apenas como um “wrapper” desses modelos, sem inovação disruptiva.
Outros especialistas confirmam a visão crítica. Chris Symons, cientista-chefe de IA da Lirio, vê melhorias incrementais na integração de sistemas, enquanto Artem Sorokin, fundador da ferramenta de cibersegurança Cracken, ressalta que os componentes já existiam; o diferencial foi combiná-los de forma mais fluida.

Imagem: Koshiro K
Testes conduzidos por Ahl revelaram vulnerabilidades a prompt injection, técnica que insere comandos maliciosos para levar agentes a divulgar credenciais ou executar ações não autorizadas. Em ambientes corporativos, onde esses agentes podem acessar e-mails e plataformas internas, o risco é elevado. “A automação total exige um nível de confiança que ainda não possuímos”, alerta Hammond, recomendando cautela a usuários comuns.
Ainda que o Moltbook tenha despertado curiosidade sobre o futuro de agentes autônomos, o episódio evidencia que a segurança precisa avançar antes de a tecnologia ganhar adoção em larga escala.
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Crédito da imagem: Koshiro K / Shutterstock.com















