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Novo tratado nuclear: EUA querem Rússia e China no acordo

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Novo tratado nuclear: EUA querem Rússia e China no acordo

Novo tratado nuclear é a prioridade declarada por Washington após o fim do New START, último pacto que limitava os arsenais de Estados Unidos e Rússia.

Novo tratado nuclear: EUA querem Rússia e China no acordo

A Casa Branca confirmou que negociadores norte-americanos e russos discutiram, em Abu Dhabi, a necessidade de iniciar rapidamente conversas formais para um novo acordo de controle de armas. O Kremlin relatou “entendimento mútuo” sobre a urgência do tema, mas salientou que qualquer extensão de limites deve ser formalizada e não apenas “informal”.

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O New START, assinado em 2010 e expirado na última quinta-feira, estabelecia o teto de 1.550 ogivas e 700 vetores estratégicos para cada lado. Sem ele, é a primeira vez em mais de meio século que as duas maiores potências nucleares ficam sem restrições legais.

Apesar da disposição russa em manter os limites por mais um ano, o presidente dos EUA, Joe Biden, condiciona um novo pacto à inclusão da China. Segundo o secretário de Estado, Marco Rubio, um acordo que ignore o crescimento do arsenal chinês “deixará Estados Unidos e aliados menos seguros”. Pequim refuta participação, alegando ter um estoque menor que o de Moscou e Washington, e nega acusações de testes nucleares secretos.

Dados divulgados pelo Departamento de Estado indicam que a China saltou de pouco mais de 200 ogivas em 2020 para mais de 600 atualmente, podendo ultrapassar 1.000 até 2030. Em Genebra, o diplomata norte-americano Thomas DiNanno classificou o fim do New START como “o término de uma era de contenção unilateral” e reforçou que Washington busca “um acordo melhor”, abrangendo transparência chinesa.

Enquanto isso, o embaixador chinês Shen Jian rejeitou as “narrativas falsas” dos EUA, acusando Washington de usar o tema para “promover hegemonia nuclear”. Ele pediu que os americanos aceitem a oferta de Moscou para respeitar temporariamente os limites do tratado expirado e retomem o diálogo.

Especialistas lembram que qualquer novo pacto deverá lidar também com inspeções presenciais, interrompidas desde 2020 pela pandemia. Organismos como a Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares mantêm sistemas de monitoramento global; mais detalhes podem ser conferidos no site da CTBTO.

O próximo passo, segundo o Kremlin, é agendar reuniões técnicas que definam parâmetros para uma negociação trilateral. Até lá, cresce o temor de uma corrida armamentista sem precedentes entre as três principais potências nucleares.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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