Doenças tropicais negligenciadas: Funed reforça ações em MG
Doenças tropicais negligenciadas: Funed reforça ações em MG abrem a pauta deste 30 de janeiro, Dia Mundial das DTNs, com a Fundação Ezequiel Dias (Funed) anunciando novas medidas de pesquisa, diagnóstico e suporte à rede estadual de saúde de Minas Gerais.
Doenças tropicais negligenciadas: Funed reforça ações em MG
O grupo de mais de 20 enfermidades, entre elas hanseníase, leishmaniose, doença de Chagas e arboviroses como dengue, chikungunya, febre amarela e febre Oropouche, atinge sobretudo populações vulneráveis. Segundo Sérgio Caldas, coordenador do Serviço de Pesquisa em Doenças Infecciosas da Funed, a classificação de “negligenciadas” decorre do baixo investimento global, apesar do impacto social expressivo. “Muitas começam de forma silenciosa, atrasando o diagnóstico e favorecendo a transmissão. A pesquisa é fundamental para mudar esse cenário”, observa.
Nos últimos anos, o Governo de Minas intensificou o combate às arboviroses. O resultado foi uma redução de 92% nos casos de dengue em 2025 em relação a 2024. Para sustentar essa curva, são destinados cerca de R$ 210 milhões anuais a ações de prevenção, vigilância e controle, além de R$ 47,3 milhões transferidos em dezembro para fortalecer estratégias municipais. Uma nova mobilização, o “Dia D”, está marcada para 28 de fevereiro, antes do pico sazonal.
Reconhecida como laboratório estadual de referência, a Funed desenvolve métodos de detecção precoce de vírus em Aedes e trabalha no diagnóstico molecular da leishmaniose, no monitoramento da doença de Chagas e em pesquisas com tecnologia de mRNA para modernizar a produção de soro antirrábico. Também é referência em hanseníase e única produtora nacional de talidomida, medicamento essencial ao tratamento.
Ao longo do “Janeiro Roxo”, campanha de conscientização sobre hanseníase, a Funed disponibilizou testes moleculares inéditos na rede pública estadual, com capacidade para 500 exames até 2026. No Triângulo Mineiro, regionais de saúde capacitaram profissionais de 54 municípios; entre 2021 e 2025, apenas oito dos 297 pacientes acompanhados na área abandonaram o tratamento.
Para Eduardo Araújo Souza, 71 anos, curado da hanseníase há 17 anos, falar sobre a doença ainda é decisivo. “Existe preconceito, mas também existe tratamento e cura. Contar minha história mostra que o SUS funciona e que é possível viver bem após o diagnóstico”, afirma.

Imagem: Internet
O trabalho desenvolvido em Minas segue orientações da Organização Mundial da Saúde, que mantém metas globais para o controle dessas enfermidades (OMS – Neglected Tropical Diseases).
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Crédito da imagem: Funed / Divulgação
















