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Vírus Nipah leva aeroportos asiáticos a reforçar triagem

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Vírus Nipah leva aeroportos asiáticos a reforçar triagem

Vírus Nipah leva aeroportos asiáticos a reforçar triagem após um novo surto registrado na Índia colocar autoridades regionais em estado de alerta e desencadear controles adicionais em terminais internacionais.

Vírus Nipah leva aeroportos asiáticos a reforçar triagem

Vírus Nipah é novamente motivo de preocupação na Ásia. No início de janeiro, duas infecções confirmadas entre profissionais de saúde no estado indiano de Bengala Ocidental resultaram no isolamento de 110 pessoas. Embora os primeiros testes dos trabalhadores tenham apresentado resultado negativo, a confirmação posterior fez o governo indiano acionar protocolos rígidos de vigilância, repercutindo em países vizinhos.

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No Nepal, as autoridades passaram a realizar checagem de temperatura e questionários de saúde no Aeroporto Internacional de Katmandu, além de postos adicionais nas fronteiras terrestres com a Índia. A Tailândia, por sua vez, intensificou a limpeza de áreas comuns e instalou equipes de monitoramento em três de seus principais hubs aéreos: Don Mueang, Suvarnabhumi e Phuket. Em Suvarnabhumi, 332 passageiros provenientes de voos diretos da Índia foram avaliados, sem registros de casos suspeitos até o momento.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o Nipah como uma das doenças prioritárias para pesquisa, ao lado de Ebola, Zika e covid-19, devido à alta taxa de letalidade, que pode variar de 40% a 75%. Trata-se de uma zoonose transmitida principalmente por morcegos frugívoros ou porcos, mas a circulação entre humanos por contato direto também é documentada. Os sintomas vão de quadros leves a encefalite fatal, com período de incubação de quatro a 14 dias — podendo chegar a 45 dias em raras situações.

Sem vacina nem tratamento específico, a contenção do vírus depende de medidas clássicas de saúde pública: rastreamento de contato, quarentenas ágeis e comunicação clara com viajantes. Para o setor aéreo, o episódio reforça a necessidade de integração permanente entre companhias, operadores de terminais e autoridades sanitárias, principalmente em rotas que ligam regiões de risco epidemiológico.

Desde a descoberta do patógeno em 1999, surtos significativos foram registrados na Malásia, Singapura, Bangladesh e Índia, provocando pressões sobre sistemas de saúde e cadeias produtivas. A nova ocorrência confirma que, mesmo após a pandemia de covid-19, a vigilância deve permanecer robusta para evitar a disseminação de agentes de alta letalidade.

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Crédito da imagem: Soumya Ranjan/pexels

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