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Meteoros no Rio Grande do Sul registram 100 ocorrências

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Meteoros no Rio Grande do Sul registram 100 ocorrências

Meteoros no Rio Grande do Sul registram 100 ocorrências na madrugada de quarta (21) para quinta-feira (22), quando câmeras de dois observatórios gaúchos flagraram cerca de uma centena de riscos luminosos em poucas horas, formando um espetáculo visível em diversas regiões do estado.

Observatórios captam trilhas luminosas

No Centro Observatório Bate-Papo Astronômico, em Santa Maria, e no Clube de Astronomia do Campus Santo Ângelo do Instituto Federal Farroupilha, quatro câmeras monitoraram o céu e, somadas, indicaram mais de 100 passagens. O astrônomo amador e divulgador científico Fabricio Colvero, responsável pelo projeto, destacou a elevada frequência dos registros naquele curto intervalo.

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Um dos destaques ocorreu às 0h56 (horário de Brasília), quando um meteoro começou a desintegrar-se a 91 quilômetros de altitude sobre Passo do Verde, distrito de São Sepé. Em apenas 2,5 segundos, percorreu aproximadamente 35 quilômetros antes de extinguir-se sobre Vila Nova do Sul, alcançando velocidade estimada em 82 mil km/h.

Fenômeno é luz, não matéria

Quando pequenos meteoroides entram na atmosfera, o atrito aquece o ar e produz o clarão chamado meteoro. “Meteoro não é sólido, líquido nem gasoso; é apenas luz”, explica Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia e diretor técnico da Bramon.

Segundo a Sociedade Americana de Meteoros, se o brilho iguala ou supera o do planeta Vênus (magnitude −4), o evento é classificado como bola de fogo; se houver explosão audível, recebe o nome de bólido. Apesar do espetáculo, esses fenômenos são considerados inofensivos: a maioria dos fragmentos se desintegra completamente antes de alcançar o solo.

Origem ainda em análise

A concentração de ocorrências em poucas horas chamou a atenção dos pesquisadores, que analisam as trajetórias para verificar se pertencem a uma mesma chuva de meteoros ou se são eventos esporádicos sem relação entre si. Até o momento, não há informações suficientes para determinar a procedência do meteoro mais vistoso nem dos demais rastros luminosos registrados.

Para acompanhar outros fenômenos astronômicos e curiosidades do espaço, visite nosso conteúdo sobre o Brasil e continue informado.

Crédito da imagem: Fabrício Colvero/Bate-Papo Astronômico

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