Segurança no Ártico testa OTAN, alertam Carney e Rutte
Segurança no Ártico testa OTAN, afirmaram o primeiro-ministro Mark Carney e o secretário-geral da Aliança, Mark Rutte, durante encontro paralelo ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, nesta quarta-feira.
Segurança no Ártico testa OTAN, alertam Carney e Rutte
Segundo nota oficial do gabinete do premiê, os dois líderes classificaram a região polar como “prova de fogo” para a Organização do Tratado do Atlântico Norte. Ambos reafirmaram a soberania e a integridade territorial da Dinamarca, incluindo a Groenlândia, ressaltando que qualquer decisão sobre o futuro do território cabe exclusivamente a Copenhague e Nuuk.
Carney destacou que o Canadá já iniciou investimentos para reforçar sua presença militar no Extremo Norte, com patrulhas permanentes e instalação de radares “além do horizonte” capazes de detectar ameaças de longo alcance. O objetivo de Ottawa é quadruplicar os gastos de defesa na próxima década, informou o premiê.
Rutte, por sua vez, enfatizou que a resposta inicial da OTAN ao desafio deve ser o fortalecimento do flanco noroeste da Aliança. Ele alertou para o crescimento das atividades de Rússia e China no Ártico e defendeu que a questão da Groenlândia não ofusque o apoio a Kiev diante da invasão russa.
A discussão ocorreu em meio à nova investida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a manifestar em Davos o interesse em adquirir a Groenlândia “por motivos de segurança nacional”. Embora tenha descartado o uso de força, a ideia provocou tensões dentro da OTAN, já que o território dinamarquês está sob proteção coletiva desde 1951.
No ano passado, os aliados concordaram em elevar os gastos de defesa para 5% do PIB, sendo 3,5% destinados a despesas militares centrais — meta impulsionada por Washington. Carney reconheceu que “trabalhar com parceiros nórdico-bálticos” é crucial e citou submarinos, novas aeronaves e “botas no gelo” como parte das contribuições canadenses.

Imagem: Sean Boynt Global Ne
Rutte evitou comentar publicamente o atrito EUA-Europa, mas garantiu estar “trabalhando nos bastidores” para preservar a coesão da Aliança. “Precisamos proteger o Ártico de influências externas e, ao mesmo tempo, manter o foco na Ucrânia”, disse ele durante painel no WEF.
Para mais detalhes sobre a postura oficial da Aliança, consulte o comunicado da OTAN.
No cenário de rápidas mudanças geopolíticas, a capacidade da OTAN de agir no Ártico ganhará cada vez mais relevância. Continue acompanhando nossa cobertura de defesa e política em Minas Informa.
Crédito da imagem: Globalnews.ca















