ASUS encerra Zenfone e foca em IA; veja o que muda
ASUS encerra Zenfone e a icônica linha ROG Phone após resultados abaixo das metas, segundo o presidente Jonney Shih. A companhia taiwanesa realinha sua estratégia para priorizar inteligência artificial e computação avançada, encerrando o desenvolvimento de novos smartphones.
ASUS encerra Zenfone e foca em IA; veja o que muda
O anúncio ocorreu no evento corporativo da marca, quando Shih confirmou que nenhum novo modelo das famílias Zenfone ou ROG Phone será lançado a partir de 2026. As últimas gerações — ROG Phone 9 FE e Zenfone 12 Ultra, ambas apresentadas em 2025 — não atingiram as vendas projetadas, levando ao corte definitivo da divisão de telefonia.
Apesar do fim dos lançamentos, a ASUS assegurou suporte técnico, reparos e garantia para usuários atuais. “Estamos finalizando os detalhes para garantir uma transição tranquila”, afirmou o executivo, sem estipular prazo para eventual retorno ao mercado móvel.
Os recursos de Pesquisa & Desenvolvimento que antes sustentavam os smartphones serão redirecionados a três frentes:
- PCs comerciais com IA – notebooks equipados com Snapdragon X para alto desempenho em inteligência artificial;
- Robôs inteligentes – aplicações usando a plataforma Dragonwing, da Qualcomm;
- Dispositivos vestíveis – com foco em óculos inteligentes impulsionados por IA.
A reestruturação vem num cenário de pressão na cadeia de suprimentos. O aumento no preço da memória RAM deve impactar notebooks convencionais, admitiu Shih. Ainda assim, a empresa fechou 2025 com receita de NT$ 738,91 bilhões (cerca de R$ 125,7 bilhões), crescimento de 26,1% impulsionado pelo segmento de servidores de IA, que dobrou de tamanho.

Imagem: André Fogaça
Para analistas, a decisão reflete um ajuste pragmático num mercado dominado por Apple e Samsung. O Zenfone, famoso pelo formato compacto, e o ROG Phone, referência gamer, enfrentavam custos elevados e dificuldade de se diferenciar em ecossistema e câmeras. Relatório da consultoria IDC indica que fabricantes menores perderam participação para gigantes que controlam plataformas e serviços.
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Crédito da imagem: André Fogaça/Olhar Digital















