Vacina contra dengue estreia em Minas com dose única
Vacina contra dengue estreia em Minas com dose única abre campanha neste sábado (17/1) em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde 64 mil doses 100% nacionais começam a ser aplicadas em moradores de 15 a 59 anos.
Vacina contra dengue estreia em Minas com dose única
O vice-governador Mateus Simões recebeu a primeira aplicação e convocou a população local a procurar as unidades básicas de saúde. Segundo ele, a participação maciça é essencial para “resgatar a confiança da população em vacinas” e avaliar o impacto da imunização rápida de mais da metade dos habitantes.
Produzido pelo Instituto Butantan, o imunizante faz parte de um estudo-piloto nacional que também envolve Maranguape (CE) e Botucatu (SP). A dose única apresentou eficácia de 79,6% contra quadros sintomáticos e 89% contra formas graves da doença.
A seleção de Nova Lima como cidade-piloto foi decidida por critérios técnicos e epidemiológicos, em parceria com a Fiocruz Minas, Ministério da Saúde e Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). O teste vai medir não só a proteção da população, mas também a logística necessária para levar a vacinação a outros municípios.
Pode se vacinar quem tem entre 15 e 59 anos e não apresenta restrições médicas. Gestantes, lactantes, imunossuprimidos e pessoas que tiveram dengue nos últimos seis meses estão fora do público-alvo. Quem contraiu febre amarela, zika ou chikungunya deve aguardar 30 dias antes da aplicação.
Encerrada a fase piloto, a estratégia estadual prevê priorizar profissionais da Atenção Primária à Saúde, como agentes comunitários, enfermeiros e médicos que atuam na linha de frente do SUS. A ampliação dependerá da produção de novas remessas pelo Butantan e do cenário epidemiológico.

Imagem: Internet
Nos últimos anos, Minas Gerais reforçou a cobertura vacinal. Em 2025, o estado atingiu recorde de 16,8 milhões de doses aplicadas do Calendário Nacional, impulsionado por “vacimóveis” que levam imunização a áreas remotas. Paralelamente, o governo investe cerca de R$ 210 milhões anuais em ações de prevenção, vigilância e assistência contra arboviroses.
Esse esforço resultou em queda de 92% nos casos de dengue entre 2024 e 2025, além de redução expressiva em registros de chikungunya e zika, demonstrando o impacto das políticas públicas de imunização e controle do vetor.
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Crédito da imagem: Dirceu Aurélio / Imprensa MG















