Governo interino da Venezuela reafirma apoio a Maduro
Governo interino da Venezuela reafirma apoio a Maduro logo após a captura do presidente pelos Estados Unidos, informou neste domingo o ministro do Interior, Diosdado Cabello, em áudio divulgado pelo partido socialista PSUV.
Governo interino da Venezuela reafirma apoio a Maduro
Cabello destacou que “a força revolucionária está mais do que garantida” e que “existe apenas um presidente, Nicolás Maduro Moros”. A declaração veio na esteira da operação norte-americana que transferiu o líder venezuelano, de 63 anos, para um centro de detenção em Nova York, onde ele aguarda audiência judicial por acusações de tráfico de drogas.
Imagens de Maduro vendado e algemado no sábado chocaram a população e marcaram a intervenção mais controversa de Washington na região desde a invasão do Panamá, há 37 anos, segundo analistas citados pela BBC. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que “assumirá o controle” da Venezuela e que grandes petroleiras norte-americanas se instalarão no país.
Em Caracas, a vice-presidente e ministra do Petróleo, Delcy Rodríguez, assumiu interinamente a chefia do Executivo com aval da Suprema Corte, mas frisou que “Maduro continua sendo o presidente constitucional”. Considerada pragmática por sua proximidade com o setor privado e conhecimento da indústria petrolífera, Rodríguez rebateu a declaração de Trump de que cooperaria com Washington.
O ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, relatou em cadeia nacional que o ataque americano causou mortes de militares, civis e parte da equipe de segurança presidencial, qualificando a ação como “assassinato a sangue frio”. Segundo ele, as Forças Armadas foram mobilizadas para “garantir a soberania” do país.
Nos Estados Unidos, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o próximo governo venezuelano deve atender aos interesses de Washington, entre eles manter o petróleo fora do controle de adversários e combater o tráfico de drogas. “Temos uma quarentena sobre o petróleo deles”, disse Rubio à ABC, referindo-se ao bloqueio de navios-tanque sob sanções.

Imagem: Reuters
Autoridades chavistas reforçaram a narrativa de que os EUA buscam se apropriar dos recursos naturais venezuelanos. “Estamos indignados; ficou claro que querem nosso petróleo”, declarou Cabello. A economia do país, já fragilizada nos últimos anos, enfrenta agora nova onda de incertezas políticas e sanções externas.
Enquanto Maduro aguarda a audiência desta segunda-feira em Nova York, o governo interino promete resistência e conclama a população a não ceder a “provocações do inimigo”.
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Crédito da imagem: REUTERS/Manaure Quintero















