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Pique e pico de energia: Cemig esclarece diferenças

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Pique e pico de energia: Cemig esclarece diferenças

Pique e pico de energia: Cemig esclarece diferenças são conceitos distintos que, segundo a concessionária mineira, ainda geram confusão entre consumidores e até influenciam a forma como se percebe a qualidade do serviço elétrico.

Pique e pico de energia: Cemig esclarece diferenças

No comunicado, a Cemig detalha que pico de energia corresponde a um aumento súbito da tensão, normalmente provocado por descargas atmosféricas ou pela entrada instantânea de grandes cargas no sistema. Já o pique de energia é o oposto: uma queda brusca, de curtíssima duração, causada por toques momentâneos de galhos na rede, ventos fortes ou curtos-circuitos transitórios.

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Enquanto o pico dura milésimos de segundo, o pique pode se estender por alguns segundos. Nessa fração de tempo, dispositivos de proteção desligam e religam o circuito automaticamente para remover o defeito e restabelecer o fornecimento sem danos aos equipamentos.

A companhia reforça que o pique de luz não é um vilão. Ele funciona como mecanismo de autodefesa da rede, evitando interrupções prolongadas e preservando a infraestrutura. Ao isolar o problema e religar a linha rapidamente, o sistema garante continuidade para os clientes.

Outro mito desfeito trata dos semáforos em modo “flash”. Segundo a Cemig, o pisca-pisca não indica falta de energia, mas falha nos controladores eletrônicos de trânsito. Pequenas oscilações de tensão podem travar o equipamento, exigindo intervenção do órgão de tráfego municipal.

Na diferenciação entre falta de energia e apagão, a empresa explica que interrupções localizadas — quedas de árvores, colisão de veículos em postes ou manutenção programada — não se enquadram como apagão. Este último é um evento sistêmico que afeta diversos municípios ou estados e envolve o Sistema Interligado Nacional.

Sobre a dicotomia 110 V x 220 V, a Cemig lembra que, na prática, ambos entregam a mesma potência. O que muda é a corrente: menor em 220 V, maior em 127 V. Portanto, um aparelho de 1.000 W consumirá 1.000 W em qualquer tensão.

Para quem busca mais informações técnicas, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mantém cartilhas e estatísticas de qualidade de serviço que complementam as orientações divulgadas pela distribuidora mineira.

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Crédito da imagem: Cemig / Divulgação

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