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Percepção das cores cai na velhice, diz estudo

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Percepção das cores cai na velhice, diz estudo

Percepção das cores cai na velhice: à medida que os anos avançam, a vivacidade dos tons e a nitidez dos contrastes diminuem, mesmo em pessoas sem doenças oculares diagnosticadas. A perda é gradual e costuma ser percebida apenas quando se compara a visão atual com a de décadas anteriores.

Azuis e verdes ficam “lavados” após os 60 anos

Segundo pesquisadores, distinguir nuances próximas – principalmente entre azul e verde – torna-se mais difícil. Muitos idosos relatam que esses tons parecem opacos, como se um filtro acinzentado cobrisse a cena. A menor sensibilidade ao contraste dificulta leituras de rótulos, identificação de sinais à distância e a direção noturna.

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O que muda no olho que envelhece

Três estruturas respondem por grande parte da perda de cor:

  • Cristalino – engrossa e amarela, bloqueando a luz azul e reduzindo a saturação das cores.
  • Córnea – perde transparência, limitando a entrada de luz.
  • Retina – a quantidade de fotorreceptores (cones e bastonetes) cai, afetando a detecção de detalhes e tonalidades.

Condições como catarata, glaucoma e degeneração macular potencializam o problema. O cristalino opaco da catarata, por exemplo, pode eliminar quase totalmente os tons azulados.

Cérebro também participa da perda de cor

Mesmo com olhos saudáveis, alterações cerebrais relacionadas à idade influenciam a forma como interpretamos as cores. Estudos citados pela Scientific American mostram que a resposta pupilar a estímulos coloridos diminui em idosos, sugerindo integração mais lenta entre nervo óptico e córtex visual.

Como preservar a visão cromática

Especialistas recomendam medidas simples para manter a qualidade visual:

  1. Visitas anuais ao oftalmologista para detectar precocemente catarata ou glaucoma.
  2. Iluminação adequada em locais de leitura, escadas e cozinha, compensando a baixa sensibilidade ao contraste.
  3. Revisão de medicamentos que possam afetar a visão.
  4. Uso de óculos com proteção UV, chapéus e evitar exposição solar intensa — ação que diminui danos cumulativos ao cristalino e à retina.

No cotidiano, ajustar luzes de abajures, investir em lâmpadas LED brancas e marcar degraus com fitas coloridas ajudam a reduzir quedas e a facilitar a leitura.

Envelhecer é inevitável, mas perder cores vibrantes não precisa ser. Acompanhe outras dicas de bem-estar na nossa editoria de saúde e mantenha sua visão em foco.

Crédito da imagem: Olhar Digital

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