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Inteligência artificial no turismo desafia agentes de viagem

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Inteligência artificial no turismo desafia agentes de viagem

Inteligência artificial no turismo desafia agentes de viagem e exige que os profissionais adaptem seu papel para não se tornarem obsoletos, apontou a futurista Sabina Deweik na 4ª edição do Abav MeetingSP, em São Paulo.

Aceleração tecnológica e o medo de ficar para trás

Durante a palestra “IA no turismo: a nova fronteira para agências de viagens”, realizada em 10 e 11 de dezembro no hotel Meliá Paulista, Deweik contextualizou o ritmo acelerado da inovação e apresentou o conceito de Fobo (fear of being obsolete). Segundo ela, o aumento exponencial do volume de dados desde 2023, quando ferramentas como o ChatGPT ganharam 100 milhões de usuários em apenas dois meses, intensificou esse temor coletivo.

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A especialista destacou que a inteligência artificial deixou de ser coadjuvante e tornou-se eixo de um novo superciclo tecnológico. “Aquilo que puder ser automatizado será automatizado”, afirmou, reforçando que a vantagem competitiva permanecerá nas habilidades humanas, como empatia, criatividade e colaboração.

Agentes autônomos e o novo papel do consultor de viagens

Um dos pontos centrais foi o avanço dos chamados “agentes de IA”, sistemas capazes de integrar preferências pessoais, reservas e pagamentos de forma autônoma. Deweik alertou que esses mecanismos decidirão rotas e serviços, exigindo dos consultores um foco maior em personalização e criação de valor.

A futurista citou ainda o risco da “dívida cognitiva”, identificado em estudo do MIT, que revela queda no pensamento crítico quando tarefas são delegadas integralmente à IA. “Quem usa IA sem reflexão atrofia; quem a encara como parceira, expande”, ressaltou.

Curadoria humana continua essencial

Casos de roteiros inexistentes gerados por ferramentas generativas ilustram a necessidade de validação humana. “A viagem começa no algoritmo, mas termina no encontro do humano”, disse Deweik, destacando ainda o papel do agente em um cenário de saúde mental fragilizada e aumento da solidão.

Para a palestrante, o profissional de turismo deve se posicionar como “promotor de bem-estar” do cliente. “Você não pode ser um robô melhor, então torne-se um ser humano melhor”, concluiu.

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Crédito da imagem: Matheus Alves/Brasilturis

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