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Zelensky rejeita ceder território ucraniano à Rússia

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Zelensky rejeita ceder território ucraniano à Rússia

Zelensky rejeita ceder território e reafirma que a Constituição da Ucrânia proíbe concessões, apesar da pressão dos Estados Unidos para que Kyiv “jogue conforme as regras” e entregue áreas ocupadas à Rússia.

Zelensky rejeita ceder território

Em conversa com jornalistas via WhatsApp, o presidente Volodymyr Zelensky deixou claro que “não temos direito moral ou legal de abrir mão de nada”. A declaração ocorre após o ex-presidente norte-americano Donald Trump, em entrevista à Politico, defender que a Ucrânia aceite ceder o Donbas, alegando que “o tamanho acabará vencendo”.

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Na terça-feira (5), Zelensky se reuniu em Roma com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, para reforçar o apoio europeu. Segundo comunicado do governo italiano, ambos concordaram sobre a necessidade de garantias de segurança robustas e da preservação da unidade entre Estados Unidos e Europa.

Mais cedo, o líder ucraniano foi recebido pelo papa Leo XIV, que reiterou o apelo por um cessar-fogo justo e duradouro. O pontífice destacou que a inclusão da Europa nas negociações é “crucial” para qualquer solução, posição reforçada por Zelensky em encontros recentes com os chefes de governo do Reino Unido, França e Alemanha.

Negociadores de Washington e Kyiv concluíram no sábado três dias de discussões sobre um plano de 20 pontos. O principal impasse continua sendo a exigência de que o Donbas passe para controle russo, proposta rejeitada tanto pela Ucrânia quanto pelos aliados europeus.

Entretanto, Trump insiste que Zelensky deveria “jogar bola” e até convocar eleições presidenciais em plena lei marcial, ecoando discurso semelhante do presidente russo Vladimir Putin. Zelensky respondeu pedindo garantias de segurança para realizar o pleito em 60 a 90 dias.

Enquanto a diplomacia avança lentamente, a guerra continua: a força aérea ucraniana informou ter interceptado 84 dos 110 drones lançados pela Rússia durante a madrugada, mas ataques atingiram usinas elétricas e forçaram cortes de energia em várias regiões. Relatórios da BBC confirmam que o inverno rigoroso agrava a situação humanitária, com apenas 65% dos recursos internacionais necessários já garantidos.

Com a intransigência de Moscou e a pressão norte-americana, Zelensky reforça que qualquer acordo deve preservar a integridade territorial ucraniana e incluir garantias que inibam futuras agressões.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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