Tesla libera mensagens no piloto automático em teste
Tesla libera mensagens no piloto automático em teste é a principal novidade da versão 14.2.1 do Full Self-Driving (FSD), confirmada por Elon Musk na quinta-feira (4) na rede X. O executivo afirmou que o envio de mensagens será possível “dependendo do contexto do tráfego”.
Tesla libera mensagens no piloto automático em teste
A atualização atende a promessa feita por Musk a acionistas no início de novembro, quando o CEO indicou que o recurso chegaria antes do fim do ano. Na prática, o sistema de condução autônoma da Tesla continua enquadrado no nível 2 de automação: o software controla direção, aceleração e frenagem, mas o motorista segue responsável por qualquer manobra ou incidente.
Para permitir o uso do celular, a montadora precisou flexibilizar o monitoramento ocular que dispara alertas quando o condutor não olha para a via. Até então, cinco advertências consecutivas desativavam o FSD. Agora, em cenários de trânsito lento ou paradas prolongadas, o algoritmo releva desvios de atenção e autoriza a digitação de mensagens.
A medida surge em meio a críticas sobre a segurança dos veículos da Tesla. Órgãos reguladores, como a Administração Nacional de Segurança no Trânsito dos EUA (NHTSA), investigam acidentes envolvendo o mesmo FSD. Especialistas alertam que afrouxar a vigilância pode ampliar distrações ao volante.
No aspecto legal, nada muda: em praticamente todas as jurisdições, inclusive na maioria dos estados norte-americanos, usar celular para ler ou escrever textos enquanto o carro se move é infração. Assim, mesmo com o software liberado, o condutor pode ser multado se flagrado pelas autoridades de trânsito.
Além disso, diferentemente dos níveis 3 e 4, em que a fabricante assume responsabilidade em determinadas condições, a Tesla não cobre danos causados por desatenção do motorista. O usuário continua obrigado a manter as mãos próximas ao volante e a atenção plena na via.
Imagem: Jose Gil
Com o FSD 14.2.1 distribuído a grupos restritos de proprietários, testes iniciais deverão indicar se o novo equilíbrio entre conveniência e segurança será suficiente para convencer reguladores e consumidores.
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Crédito da imagem: Jose Gil/Shutterstock













