Modelos de linguagem não são inteligência real, diz estudo
Modelos de linguagem não são inteligência real, diz estudo apontam pesquisadores que investigam o avanço da inteligência artificial. Segundo eles, os sistemas que hoje impressionam pela fluência textual funcionam como preditores estatísticos de palavras, mas estão longe de reproduzir o raciocínio humano.
Modelos de linguagem não são inteligência real, diz estudo
Executivos como Mark Zuckerberg, Sam Altman e Dario Amodei defendem que a inteligência artificial geral (AGI) está próxima; bastaria ampliar dados e poder de processamento. Contudo, o novo levantamento acadêmico sustenta que essa visão superestima o papel da linguagem no pensamento.
De acordo com os autores, modelos de linguagem derivam exclusivamente de correlações matemáticas em grandes bases textuais. Diferentemente do cérebro humano, eles não dispõem de representação sensorial, memória autobiográfica nem motivação própria. Um artigo publicado na revista Nature esclarece que linguagem é instrumento de comunicação, não a fonte da cognição.
Exames de ressonância magnética reforçam essa distinção: áreas cerebrais ativadas para resolver problemas divergem das regiões responsáveis pela fala. Pacientes que perdem a capacidade de se expressar após lesões podem manter intacto o raciocínio lógico, assim como crianças demonstram compreensão de causa e efeito antes mesmo de falar as primeiras palavras.
Dentro da própria indústria, cresce a percepção de que apenas escalar texto não conduz à AGI. Pesquisadores como Yoshua Bengio, Eric Schmidt e Gary Marcus propõem sistemas capazes de integrar visão, memória persistente e planejamento de longo prazo. O objetivo é espelhar a multiplicidade de componentes que forma a inteligência humana.
Filosofias de ciência citadas por Thomas Kuhn e Richard Rorty alertam para outro limite: algoritmos treinados em dados passados tendem a repetir padrões, sem incentivo para romper paradigmas. Assim, mesmo que uma IA alcance desempenho alto em tarefas humanas, poderá falhar em criar novos conhecimentos.

Imagem: teteescape
Os cientistas concluem que os atuais chatbots são máquinas de palavras, não de pensamento. Eles dependem integralmente dos dados existentes e permanecem confinados aos vocabulários que receberam.
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Crédito da imagem: tete_escape / Shutterstock.com















