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IGP-10 sobe 0,18% em novembro e confirma previsões

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IGP-10 sobe 0,18% em novembro e confirma previsões

IGP-10 sobe 0,18% em novembro e confirma previsões ao registrar aceleração frente à taxa de 0,08% de outubro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira (14/11/2025). O movimento ficou exatamente dentro do intervalo esperado pelo mercado, segundo pesquisa da Reuters.

Ataacado lidera pressão sobre preços

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), responsável por 60% da composição do IGP-10, inverteu a deflação de 0,04% do mês anterior e subiu 0,15%. O avanço foi puxado pelos alimentos processados e in natura. Os preços de bovinos saltaram 2,94% após queda de 1,40% em outubro, e a carne bovina acelerou de 1,63% para 2,14%. A soja em grão também mudou de direção, passando de recuo de 1,22% para alta de 1,23%.

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Inflação ao consumidor perde fôlego

Respondendo por 30% do índice geral, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) desacelerou para 0,21%, metade do ritmo visto em outubro (0,48%). Três das oito classes de despesas apresentaram queda: Habitação (-0,16% após alta de 1,41%), Educação, Leitura e Recreação (0,41% contra 1,27%) e Transportes (0,13% contra 0,33%).

Custo da construção sobe

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) – 10% do IGP-10 – avançou 0,30%, superando os 0,21% registrados no mês anterior. O índice geral reflete as variações de preços entre 11 de outubro e 10 de novembro.

Acumulados continuam moderados

Apesar da alta mensal, o indicador registra deflação de 0,80% no ano e variação positiva de apenas 0,34% em 12 meses. Para o economista Matheus Dias, do FGV Ibre, a pressão do atacado sobre os alimentos explica a elevação, mas o comportamento contido no varejo colabora para manter os acumulados sob controle.

Mais detalhes sobre a metodologia do IGP-10 podem ser consultados no site oficial da Fundação Getulio Vargas, referência em indicadores econômicos brasileiros.

Quer acompanhar outros indicadores de preços e análises econômicas? Visite nossa seção de Economia em Minas Informa e continue atualizado.

Crédito da imagem: REUTERS/Pilar Olivares

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