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Cometa 3I/Atlas não é nave alienígena, diz Nasa

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Cometa 3I/Atlas não é nave alienígena, diz Nasa

Cometa 3I/Atlas não é nave alienígena, diz Nasa — O objeto interestelar detectado em julho de 2025 apresenta coma, cauda e emissão de água compatíveis com a física conhecida, segundo medições de radiotelescópios e análises da agência espacial norte-americana.

Novos dados confirmam natureza cometária

O MeerKAT, na África do Sul, captou linhas de absorção de radicais hidroxila (OH), assinatura típica da quebra de moléculas de água em cometas. Imagens ópticas mostram variação de brilho e liberação de CO₂ dentro do padrão previsto para corpos congelados que se aproximam do Sol. A Nasa reforça que não há indícios de propulsão ou manobras inteligentes.

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Por que surgiram teorias de nave extraterrestre?

A suspeita ganhou força após artigo hipotético do astrofísico Avi Loeb sugerir origem artificial para o 3I/Atlas. Em seguida, fóruns online divulgaram um suposto “sinal de Fibonacci” em 1420 MHz — jamais confirmado por qualquer centro de pesquisa. Outro boato apontava manobra “atrás do Sol”, refutada por cálculos orbitais que indicam passagem segura, sem risco de colisão com a Terra.

Interesse científico continua

3I/Atlas é apenas o terceiro visitante interestelar já registrado, depois de ʻOumuamua (2017) e 2I/Borisov (2019). Sua órbita hiperbólica prova que veio de outro sistema estelar e deve deixar o nosso após a aproximação ao Sol em 2026. Para os astrônomos, o cometa oferece rara oportunidade de estudar material extrassolar e comparar sua química com a de corpos locais.

Em nota oficial, a Nasa classificou as hipóteses alienígenas como “inconsistentes com as evidências observacionais” e destacou que a detecção de OH “corrobora plenamente o cenário cometário”.

No momento, as principais redes de telescópios monitoram a evolução da cauda e a taxa de ejeção de gases, dados que podem esclarecer processos de formação em regiões distantes da Via Láctea.

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Crédito da imagem: ATLAS/Universidade do Havaí/NASA

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