Banco do Brasil segue cauteloso, virada pode ficar para 4T25
Banco do Brasil segue cauteloso, virada pode ficar para 4T25 é o recado transmitido pelo diretor financeiro Giovanne Tobias após o banco reportar lucro de R$ 3,8 bilhões no 3T25, queda de 60% sobre igual período de 2024, mas em linha com as projeções dos analistas.
Banco do Brasil segue cauteloso, virada pode ficar para 4T25
Em vídeo divulgado nos canais oficiais da instituição, Tobias evitou assegurar que o quarto trimestre marcará a inflexão dos resultados. “Não quero cravar que o 4T25 já apresentará uma virada”, afirmou, citando a deterioração da carteira do agronegócio como principal obstáculo.
Segundo o CFO, as provisões para calotes permaneceram elevadas em outubro e o banco trabalha para conter novos impactos em novembro e dezembro. Ele projeta um desempenho melhor que o do 3T25, porém “não necessariamente” no nível alcançado no início do ano.
O ambiente desafiador levou o Banco do Brasil (BBAS3) a revisar o guidance para 2025: o lucro estimado passou de R$ 21 bilhões–R$ 25 bilhões para R$ 18 bilhões–R$ 21 bilhões, abaixo da mediana de R$ 22,375 bilhões compilada pela LSEG.
Tobias explicou que muitos produtores rurais decidiram esperar antes de renegociar dívidas, o que elevou a inadimplência mesmo após a edição da Medida Provisória 1.314, que só foi regulamentada no fim de outubro. O executivo acredita que, superado esse entrave e com maior controle sobre pedidos de recuperação judicial, o banco poderá “mostrar ao mercado o potencial de geração de resultados”.
Além do agro, um caso pontual na carteira de grandes empresas exigiu reforço de provisão. Embora o executivo não cite nomes, o mercado associa o episódio à recuperação judicial da Ambipar, com dívida de R$ 11 bilhões e exposição conjunta de cerca de R$ 2 bilhões entre Banco do Brasil e Santander.

Imagem: Renan Dantas
O posicionamento do BB é acompanhado de perto por analistas. Em relatório recente, a Reuters destacou que, apesar do lucro menor, a instituição manteve rentabilidade acima da média do setor, sustentada por spread robusto e controle de despesas.
No curto prazo, a administração reforça que manterá prudência, sem deixar clientes “desassistidos”. A estratégia inclui diálogo com o governo sobre a MP 1.314, gestão ativa das recuperações judiciais e revisão contínua das projeções internas.
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Crédito da imagem: Money Times















