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Monitoramento de fauna fortalece conservação no Rola-Moça

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Monitoramento de fauna fortalece conservação no Rola-Moça

Monitoramento de fauna fortalece conservação no Rola-Moça é a estratégia que vem guiando ações de manejo no Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, em Minas Gerais, onde rádio-colares registram o deslocamento de onças, jaguatiricas e lobos-guará quase de hora em hora.

Monitoramento de fauna fortalece conservação no Rola-Moça

Administrado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), o parque urbano de Cerrado adotou coleiras de rastreamento adaptadas ao porte de cada espécie. Os dispositivos pesam até 6% do peso corporal — apenas 2,6% no caso das onças — e contam com sistema drop-off, que se desprende automaticamente em até dois anos sem ferir o animal.

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O protocolo começa com uma captura rápida e segura: o bicho é sedado, submetido a exames clínicos, coleta de sangue e pesagem. Em menos de 60 minutos, retorna ao mesmo local, reduzindo o estresse e maximizando a obtenção de dados científicos.

Segundo o biólogo Joaquim Silva, coordenador do programa, as informações transmitidas por satélite indicam padrões de repouso, caça e utilização de diferentes formações vegetais. “A ecologia do movimento permite enxergar a paisagem pelos olhos de um lobo-guará e mapear corredores ecológicos”, afirma.

Os resultados são compartilhados com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap/ICMBio), integrando uma rede de especialistas nacionais e internacionais. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre adaptação de espécies sob forte pressão urbana, próxima a rodovias, empreendimentos e áreas de mineração.

Para a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, compreender o comportamento de animais em áreas vizinhas à malha urbana é essencial para garantir a sobrevivência das populações e orientar políticas públicas de conservação da biodiversidade.

Além de apoiar pesquisas acadêmicas, o banco de dados abastece planejamentos territoriais, identifica riscos de atropelamentos e subsidia decisões sobre zonas de amortecimento. “Esses registros ajudam a conciliar a proteção da fauna com as necessidades socioeconômicas locais”, conclui Joaquim Silva.

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Crédito da imagem: Prime Ambiental / Divulgação

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