Câncer de mama em jovens dispara em Juiz de Fora em 2025
Câncer de mama em jovens dispara em Juiz de Fora em 2025 e já soma 351 moradores entre 19 e 39 anos em tratamento apenas neste ano, segundo a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). O número reforça a tendência verificada desde 2020, quando 626 pacientes dessa faixa etária recebiam atendimento; em 2021, o índice saltou para 706.
Câncer de mama em jovens dispara em Juiz de Fora em 2025
A estatística ganhou rosto nos depoimentos de Susana Weber, 29 anos, diagnosticada aos 23, e da tradutora Daiane Ferreira, hoje com 38, que descobriu o tumor após sentir dor provocada, por acaso, por um esbarrão do filho. As duas iniciaram a terapia justamente nos anos de pico da doença entre jovens no município.
No caso de Susana, a vigilância começou cedo: aos 14 anos, a ginecologista identificou um nódulo benigno que exigiu acompanhamento semestral por ultrassom. Em dezembro de 2019, um exame apontou a presença de um tumor de 6 mm. “Fui encaminhada imediatamente para a mastectomia e, depois, para a quimioterapia”, lembra. Os efeitos colaterais incluíram enjoo, queda de cabelo e mucosite, além de sintomas de menopausa. A atleta amadora hoje participa de provas de natação e corrida, atividades que lhe ajudaram na recuperação física e emocional.
Daiane, por sua vez, enfrentou quimioterapia, imunoterapia e cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A perda da mama e a espera pela reconstrução foram amenizadas pelo suporte psicológico e pelo apoio de uma amiga que vivia situação semelhante. “Essas conversas foram tão importantes quanto os remédios”, diz.
Para a mastologista Camilla Laporte Seixas, 43, fatores como sedentarismo e alimentação inadequada colaboram para o avanço do câncer de mama em jovens. Ela reforça que mamas mais densas dificultam o diagnóstico por mamografia abaixo dos 40 anos, tornando essenciais o autoconhecimento corporal, o autoexame e exames complementares, como ultrassom. “Quanto mais cedo o tratamento, maior a eficácia”, afirma.
A oncologista Milena Ribeiral Matos destaca que a incidência precoce contribuiu para a decisão do Ministério da Saúde de antecipar a mamografia de rastreio para os 40 anos. “Se novos dados confirmarem a progressão abaixo dessa idade, a política poderá ser revista”, avalia.
Imagem: Leardo Costa
A orientação das especialistas envolve 150 minutos semanais de atividade física, alimentação equilibrada e redução do consumo de álcool. Informações detalhadas sobre prevenção podem ser consultadas no Instituto Nacional de Câncer (INCA), referência nacional no tema.
O avanço do câncer de mama em jovens em Juiz de Fora expõe a necessidade de vigilância contínua e de políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce. Para continuar informado sobre saúde e bem-estar, acesse nossa editoria em Minas Informa.
Crédito da imagem: Leonardo Costa
















