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Médica canadense libertada após detenção de Israel

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Médica canadense libertada após detenção de Israel

Médica canadense libertada após ser retida pela marinha israelense em uma flotilha de ajuda humanitária que se dirigia a Gaza, a epidemiologista de Quebec, Nimâ Machouf, já está em segurança, segundo informou o marido e ex-deputado Amir Khadir.

Liberação ocorre dois dias após prisão em águas internacionais

Machouf fazia parte de um grupo de seis canadenses detidos na quarta-feira (24) quando o barco “Conscience” foi interceptado em águas internacionais no Mar Mediterrâneo. A embarcação integrava uma flotilha de nove barcos que tentava romper o bloqueio naval imposto por Israel à Faixa de Gaza.

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De acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Israel, 145 ativistas participavam da ação organizada pela Freedom Flotilla Coalition & Thousand Madleens to Gaza. Todos foram levados para a costa israelense para triagem antes da deportação. O governo canadense, por meio da ministra Anita Anand, afirmou estar acompanhando o caso e cobrou “segurança e rápida libertação” dos cidadãos do país.

Destino dos demais detidos ainda preocupa familiares

“Estamos aliviados por saber que ela está bem, mas seguimos apreensivos com o terço de pessoas que continuam sob custódia”, declarou Khadir por mensagem ao Global News. O ex-líder do Québec Solidaire ressaltou também a “devastação total” vivida pelos dois milhões de palestinos em Gaza.

Segundo Khadir, Machouf foi encaminhada a um hotel em Istambul, onde se reúne com outros ativistas libertados. A médica de Montreal é mãe de três filhos e avó, e participou da missão para chamar atenção da comunidade internacional para a crise humanitária na região.

Bloqueio a Gaza volta ao centro do debate internacional

A interceptação desta semana ocorreu dias após uma flotilha anterior, com cerca de 450 ativistas — entre eles parlamentares europeus e a ambientalista Greta Thunberg — ser bloqueada pelas forças navais de Israel. Organizações de direitos humanos, como a Amnesty International, classificam o bloqueio como uma medida que agrava a escassez de alimentos, medicamentos e combustível na faixa costeira.

Apesar de as autoridades israelenses alegarem motivos de segurança para manter o bloqueio desde 2007, inúmeros países e entidades multilaterais pedem sua flexibilização diante do agravamento da crise humanitária.

No Canadá, parlamentares oposicionistas exigem que Ottawa intensifique esforços diplomáticos pela libertação dos demais cidadãos ainda detidos, enquanto a comunidade internacional volta a pressionar por um cessar-fogo e por corredores de ajuda eficazes.

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Crédito da imagem: Global News

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