Home / NOTÍCIAS / GERAIS / Flotilha de Gaza: ativistas relatam abusos em prisão israelense

Flotilha de Gaza: ativistas relatam abusos em prisão israelense

Advertisements
Advertisements

Flotilha de Gaza: ativistas relatam abusos em prisão israelense

Flotilha de Gaza: ativistas estrangeiros detidos após tentar furar o bloqueio marítimo afirmam ter enfrentado humilhação, privação de medicamentos e intimidação em presídios israelenses, acusações refutadas por Tel Aviv.

Flotilha de Gaza: ativistas relatam abusos em prisão israelense

Segundo os próprios militantes, cerca de 450 pessoas foram presas entre quarta e sexta-feira, quando as Forças de Defesa de Israel interceptaram a Global Sumud Flotilla, composta por 42 embarcações que levavam uma quantidade simbólica de ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Entre os detidos estavam a sueca Greta Thunberg, o neto de Nelson Mandela, Mandla Mandela, e parlamentares europeus.

Advertisements
Advertisements

De volta à Itália, o jornalista Saverio Tommasi declarou no aeroporto de Fiumicino que soldados israelenses “retiveram remédios e trataram os prisioneiros como macacos”. O Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou as acusações como “mentiras descaradas”, afirmando que todos os direitos legais foram respeitados e que os detidos recebem oferta de deportação voluntária.

Outro repórter italiano, Lorenzo D’Agostino, contou ter sido acordado repetidamente durante duas noites no presídio, além de ameaçado por cães e miras laser de fuzis. Já o ativista Paolo De Montis relatou ter passado horas ajoelhado com mãos presas por enforca-gatos dentro de uma viatura: “Estresse constante e humilhação”, resumiu.

Em mensagem nas redes sociais, o ministro da Segurança Nacional de extrema-direita, Itamar Ben-Gvir, disse orgulhar-se do tratamento dado no presídio de Ketziot, no deserto de Negev: “Quem apoia terrorismo merece condições de terroristas”. A postura provocou protestos diplomáticos de Grécia, Turquia, Colômbia e Paquistão, que exigiram esclarecimentos sobre o tratamento de seus cidadãos.

A interceptação ocorreu enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, buscava intermediar um novo cessar-fogo em Gaza, após solicitar a suspensão dos bombardeios israelenses. Israel declarou aceitar a proposta, e o Hamas sinalizou concordância parcial; negociadores devem se reunir no Cairo nesta segunda-feira.

Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, pedem investigação independente sobre as denúncias de maus-tratos e o respeito às convenções internacionais para prisioneiros.

No sábado, 137 ativistas de 13 nacionalidades desembarcaram em Istambul após deportação, enquanto dezenas optaram por permanecer na prisão para concluir o processo legal. Manifestantes realizaram protestos em grandes cidades pelo mundo, exigindo o fim do bloqueio que agrava a crise humanitária em Gaza.

O governo sueco informou estar atuando “intensamente” para garantir os direitos de seus cidadãos detidos, e Atenas enviou nota formal ao chanceler israelense criticando a “conduta inaceitável” de autoridades no porto de Ashdod, onde os barcos foram levados.

Apesar das críticas internacionais, Israel reforça que a interdição segue normas de segurança marítima. Já os participantes da flotilha prometem novas tentativas de entrega de ajuda, argumentando que o bloqueio impede suprimentos essenciais de chegarem à população palestina.

Quer saber como essa crise impacta a política brasileira e a posição do Itamaraty? Leia mais em nossa editoria Brasil e acompanhe as atualizações.

Crédito da imagem: Globalnews.ca

Advertisements
Advertisements