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Recuperação judicial no agronegócio sobe 32% no 2º tri

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Recuperação judicial no agronegócio sobe 32% no 2º tri

Recuperação judicial no agronegócio registrou alta de 32% entre abril e junho de 2025, totalizando 565 pedidos, segundo levantamento da Serasa Experian.

Recuperação judicial no agronegócio sobe 32% no 2º tri

A pesquisa, divulgada nesta semana, mostra que o número de solicitações de recuperação judicial na cadeia agropecuária passou de 389 no primeiro trimestre para 565 no segundo trimestre de 2025. O crescimento indica maior pressão sobre produtores rurais e empresas ligadas ao setor, mas ainda não configura crise sistêmica, segundo especialistas.

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Os dados contemplam produtores pessoa física (CPF), produtores pessoa jurídica (CNPJ) e companhias “fora da porteira”, como agroindústrias. A maior parte dos requerentes atua em soja e pecuária bovina, segmentos afetados pela volatilidade de preços e por problemas climáticos recentes, sobretudo no Rio Grande do Sul.

Desde que a Serasa iniciou o monitoramento em 2021, somam-se 3.062 pedidos de recuperação judicial no agronegócio. Quando comparado ao universo de 5.073.324 estabelecimentos rurais apurado pelo Censo Agro 2017 do IBGE, o total representa apenas 0,06% dos produtores, percentual considerado estatisticamente baixo.

Geograficamente, os casos concentram-se em estados tradicionais do agro. A Serasa também aponta participação relevante de arrendatários e médios produtores, que enfrentam custos financeiros mais altos em cenários de juros elevados.

Para analistas, o avanço dos pedidos funciona como sinal de alerta para agentes de crédito. “Os números reforçam a necessidade de aprimorar garantias e análises de risco”, observa o consultor André Passos, autor do estudo. Ele critica leituras “catastrofistas” atribuídas ao relatório e lembra que o agronegócio fechou a última safra com produção recorde.

Segundo nota da Serasa Experian, o indicador de Recuperação Judicial Agro deverá continuar sendo acompanhado trimestralmente, fornecendo subsídios a bancos, fundos e securitizadoras na concessão de crédito.

Especialistas recomendam que produtores renegociem dívidas preventivamente, diversifiquem fontes de financiamento e adotem ferramentas de proteção de preços para mitigar oscilações de commodities.

No curto prazo, o Ministério da Fazenda avalia ajustes no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e em linhas do Plano Safra, enquanto entidades do setor defendem redução de burocracia para a formalização de garantias reais.

Em síntese, o aumento das recuperações judiciais destaca fragilidades pontuais, mas não altera a percepção de solvência do agronegócio brasileiro, que segue sendo o principal motor da balança comercial do país.

Para acompanhar outras análises econômicas, visite nossa seção de notícias do Brasil e continue informado sobre o cenário agro e financeiro.

Crédito da imagem: iStock.com/1111IESPDJ

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