Protesto em Barcelona reúne 70 mil contra bloqueio em Gaza
Protesto em Barcelona reúne 70 mil contra bloqueio em Gaza atraiu famílias, estudantes e ativistas neste sábado ( ), transformando a Passeig de Gràcia na principal vitrine da indignação europeia contra a crise humanitária no enclave palestino.
Protesto em Barcelona reúne 70 mil contra bloqueio em Gaza
Segundo a prefeitura, cerca de 70 mil manifestantes preencheram o bulevar central da capital catalã, empunhando bandeiras palestinas e cartazes com frases como “Parem o genocídio” e “Mãos fora da flotilha”. O ato havia sido convocado semanas antes, mas ganhou força depois que a Marinha israelense interceptou uma flotilha humanitária que partira de Barcelona. Na ação, 450 ativistas — 40 deles espanhóis, entre eles um ex-prefeito local — foram retirados das embarcações.
Mobilizações se espalham pelo sul da Europa
A onda de protestos não se limita à Espanha. Em Roma, sindicatos, organizações palestinas e estudantes marcham de Porta San Paolo a San Giovanni, e a emissora estatal Rai estima a presença de dezenas de milhares de pessoas. Na véspera, a Itália registrou mais de 2 milhões de participantes em uma greve geral em apoio a Gaza. Lisboa e Madri também programaram manifestações para o fim da tarde, enquanto Atenas espera um grande ato no domingo, em paralelo a um protesto pró-Israel.
Contexto do bloqueio e reação diplomática
A crescente solidariedade espanhola ocorre em meio ao endurecimento do governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez, que classificou a destruição em Gaza como “genocídio” e defendeu a exclusão de equipes israelenses de competições internacionais. Os protestos também ecoam críticas ao bloqueio imposto por Israel desde 2007, responsável por severas restrições ao fluxo de pessoas e bens.
O conflito ganhou novo capítulo após o ataque do Hamas em outubro de 2023, que deixou 1 200 mortos e 251 sequestrados em Israel. Desde então, a ofensiva israelense já provocou mais de 67 000 mortes e 170 000 feridos em Gaza, conforme o Ministério da Saúde local, cujos números são considerados as estimativas mais confiáveis por agências da ONU.
Imagem: Israel
Embora os atos dificilmente alterem a estratégia do governo de Benjamin Netanyahu, manifestantes como María Jesús Parra, 63, acreditam que a pressão popular pode levar líderes europeus a adotar uma postura mais firme contra Tel Aviv. “Como podemos assistir a um genocídio ao vivo depois do que a Europa viveu nos anos 1940?”, questiona.
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Crédito da imagem: Global News















